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Centrais a carvão: emissões provocam até 12 mil mortes por ano na Europa

De acordo com a Agência Europeia do Ambiente, perto de 77% das necessidades energéticas médias de um europeu são têm como fonte o carvão, o petróleo e o gás.

Um novo estudo investigou o impacto das centrais termoelétricas a carvão na Europa na mortalidade por doenças respiratórias e cardiovasculares, tendo em conta as emissões de Dióxido de Enxofre (SO2) e de Óxidos de Nitrogénio (NOx).

Os dados apontam que esta poluição provoca anualmente entre 9500 a 12.100 mortes nos Estados Membros europeus, e até 16.800 nos países fora. Na Alemanha, por exemplo, estimam-se anualmente entre 1800 e 2260 mortes, e na Polónia, 1470 e 1840 mortes.

Contudo, os países mais afetados com excesso de mortalidade devido a este fator foram a República Checa, a Eslováquia, a Bulgária, a Lituânia, a Roménia, a Hungria, a Letónia e a Croácia, porque estão localizados “a favor do vento” de localidades com grandes emissões, como a Polónia.

Em Portugal, o mapa aponta para uma mortalidade anual de 48.7 por 100 mil habitantes.

“A escala dos fatores de remoção de emissões em relação à contribuição da CPP [coal-fired power plant /central termoelétrica a carvão] relatada por país mostra que o benefício para a saúde da remoção das emissões relacionadas ao carvão alcançaria uma redução de cerca de 33.920 mortes em excesso por ano”, indicam no artigo.

Os autores alertam ainda para o facto de estes números poderem aumentar devido à construção de mais 110 centrais planeadas, nomeadamente as 75 a construir na Turquia.

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