Cidade chinesa constrói escada rolante para ligar metro a condomínios de luxo (com FOTOS)

Um elevador no meio da montanha

O urbanismo é uma das áreas mais relevantes para a sustentabilidade, e com cada vez mais pessoas a trocarem as aldeias, vilas e pequenas cidades pela azáfama dos grandes centros urbanos, os especialistas em cidades estão pressionados a encontrarem mais e melhores soluções de habitabilidade.

Como temos referido várias vezes no Green Savers, um dos países que mais tem sofrido com a migração do campo para as cidades é a China. No gigante asiático, as cidades constroem-se do dia para a noite e, nos últimos anos, para garantir um crescimento económico de dois dígitos, o Governo subsidiou a construção de milhares de blocos de apartamentos em todo o país – muitos deles são hoje autênticos fantasmas.

Com um crescimento tão rápido, não é de estranhar que algumas cidades tenham soluções urbanas pouco pensadas – e pouco convencionais. É o caso de Chongqing, com sete milhões de habitantes, que acabou de construir uma escada rolante para levar os cidadãos até às casas mais elevadas da cidade – curiosamente, os condomínios mais ricos da região.

Numa primeira fase, explica o Daily Mail, foi colocada uma escada que levava os residentes da última saída de metro até às suas casas. No entanto, os protestos destes acabaram por convencer os responsáveis pela cidade, que construíram umas escadas rolantes num local, no mínimo, estranho.

De acordo com o jornal britânico, os engenheiros passaram três meses a estudar a ligação da escada rolante entre a estação de metro e os condomínios no topo da colina. Ainda assim, a infra-estrutura já foi amplamente criticada pelos seus pares profissionais.

“No Outono vai estar coberto de folhas, no Inverno de neve e no Verão cheio de água da chuva. Acho que o concessionário deste elevador terá uma luta interminável para que ele funcione”, explicou um engenheiro aos media locais.

De acordo com as autoridades da cidade, a decisão de colocar uma escada rolante naquela colina não esteve relacionada com as “pessoas influentes” que lá vivem. “Apenas quisemos providenciar um serviço aos cidadãos, só isso”, concluiu um responsável.

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