Cientistas podem ter descoberto vida em Marte

Quase toda a gente já ouvir dizer que no passado houve água em Marte. Essa indicação não responde, porém, à questão da existência ou não de vida no planeta, quer seja actualmente ou no passado. Contudo, informação enviada para a Terra pela sonda Curiosity da NASA pode ajudar os cientistas a descortinar a resposta.

Com os dados de Marte enviados pela Curiosity, os cientistas encontraram evidências de picos de metano na superfície do planeta vermelho, que podem ter origem em organismos semelhantes às bactérias. Se tal for confirmado será a primeira vez que é detectada vida num outro planeta do Sistema Solar.

Um aumento temporário nos níveis de metano indica quase sempre uma fonte localizada, que pode ser biológica ou não biológica. De acordo com os dados da Curiosity, o metano aumentou de 0,69 ppbv (partes por bilião por volume) para 7,2 ppvb ao longo de um período de 60 dias marcianos. Este tipo de actividade é consistente com a ventilação e, pelo menos na Terra, é causado frequentemente por fontes biológicas.

É improvável que tenha sido um cometa ou um asteróide a causar o pico de metano, pois ambos os corpos deixariam uma cratera e a Curiosity não identificou nenhuma. O aumento do gás também não parece ter sido causado por depósitos vulcânicos ou depósitos de metano libertados pelo gelo ou pelo solo.

Os investigadores da NASA divulgaram já os dados da sonda, mas sublinham que é demasiado cedo para tirar qualquer tipo de conclusões precipitadas. “As nossas quantificações, que abrangem um ano completo em Marte, indicam que há metano a ser gerado no planeta por mais de um mecanismo ou combinação de mecanismos”, lê-se no relatório divulgado pela NASA, cita o Inhabitat.

Foto: Moe_Ali / Creative Commons

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