Comboio pode ligar Nova Iorque a Los Angeles em 45 minutos

Há 100 anos que o norte-americano Robert Goddard desenhou o primeiro protótipo de comboio de vácuo. Agora, este meio de transporte futurista volta a ser falado.

Green Savers

As cidades de Los Angeles e Nova Iorque, provavelmente as duas mais conhecidas metrópoles norte-americanas, distam uns longos 4.400 quilómetros – cerca de 45 horas de carro. No futuro, porém, estas metrópoles podem estar à distância de apenas 45 minutos, de comboio. Mais propriamente num VacTrain, um comboio de vácuo.

O VacTrain é um comboio de alta velocidade, um meio de transporte que muitos prevêem como sendo o futuro da humanidade e que poderá ainda ligar Nova Iorque e Pequim em duas horas.

Se nas últimas décadas a tecnologia mudou radicalmente a forma como comunicamos, na verdade, os meios de transporte não tiveram assim tantas evoluções. Os aviões, bicicletas, automóveis e comboios continuam iguais ao que eram há umas décadas.

Segundo o Treehugger, o salto disruptivo na tecnologia de transporte poderá vir do VacTrain, um comboio que poderá circular a 4.000 quilómetros por hora e, segundo alguns cientistas, chegar inclusive aos 6.400 quilómetros/hora!

“Um dia, os comboios viajarão através de túneis de vácuo e levar os passageiros de Nova Iorque a Londres numa hora, com velocidades até 4.000 quilómetros/hora. A chave está no vácuo. Temos de tirar o ar de um túnel transatlântico e eliminarmos resistência ao veículo. Numa versão oceânica, os engenheiros teriam de amarrar o túnel a uma profundidade fixa”, explica o Smart Planet.

Na verdade, o conceito de comboio de vácuo não é novo. Robert Goddard desenhou o primeiro protótipo há 100 anos, sempre com a ideia de fazer circular as pessoas nos Estados Unidos em mente. Mas todos os projectos não eram economicamente fazíveis ou foram-se perdendo ao longo dos anos.

Segundo o engenheiro norte-americano Daryl Oster, este veículo é especialmente interessante para climas secos.

Utopia ou futurismo de ficção científica, a verdade é que todas as grandes disrupções foram sempre olhadas com desconfiança numa primeira avaliação. Acha que ainda veremos estes comboios de vácuo nos nossos tempos?

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