Comissão Europeia adota recomendações de investigadores portugueses sobre bem-estar dos peixes



A Comissão Europeia adotou as recomendações de investigadores do Fish Etho Group, do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) do Algarve, sobre o bem-estar de peixes, para evitar sofrimento em sistemas de aquacultura.

O coordenador do projeto, o biólogo e investigador português João Saraiva, destacou à Agência Lusa “o bom acolhimento das mais importantes recomendações, que vão passar a legislação europeia”.

“Apesar de existirem algumas leis, elas são insuficientes e parte delas não são cumpridas, daí a importância da adoção deste trabalho que identifica e recomenda de que forma se pode aplicar melhor a lei”, afirmou João Saraiva.

O trabalho dos investigadores foi feito na sequência do convite feito pelo órgão consultivo da Comissão Europeia para a aquacultura – Aquatic Advisory Council (ACC) – ao Fish Etho Group, associação que trabalha em integração com institutos de investigação em Espanha e com o Fair Fish International, da Suíça.

Para João Saraiva, “a adoção da maior parte das recomendações, é um avanço importante para o bem-estar dos peixes em sistemas de aquacultura, estando algumas delas já a ser implementadas”.

“É o caso de um centro de referência de bem-estar para animais aquáticos que entrou em funcionamento em janeiro passado, que vem complementar os outros centros de animais de criação, como cavalos, bovinos, aves e coelhos”, apontou.

O investigador adiantou que a ausência de um centro para animais aquáticos foi uma lacuna identificada pelo estudo, “e que a Comissão Europeia decidiu adotar”.

João Saraiva revelou que o estudo “foi elogiado pela Comissão”, a qual anunciou que o conteúdo servirá de base para o código de boas práticas e indicadores de bem-estar dos peixes ao longo da cadeia de produção, a ser elaborado ainda durante este ano.

O coordenador do estudo considerou que as recomendações “vêm ajudar muito”, porque “na resposta da Comissão, esta compromete-se com medidas concretas e até com prazos, o que não é muito vulgar”.

“As entidades europeias dizem que muitas destas coisas vão ser feitas até 2030, não é tão célere como gostaríamos, mas é importante saber que existe um compromisso escrito com prazos”, notou.

O Fish Etho Group é uma associação sem fins lucrativos, sedeada no CCMAR, na Universidade do Algarve, e que tem como missão estudar e melhorar o bem-estar de animais aquáticos, trabalhando diretamente com vários estados e órgãos europeus e com empresas internacionais.

Um dos trabalhos desenvolvidos resultou na primeira proposta legislativa no âmbito da revisão das atuais regras de transporte de animais na União Europeia.





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