Os modelos de quintas urbanas estão a inovar à medida que a população urbana aumenta. As quintas no topo dos edifícios são um exemplo desta inovação e, nos Estados Unidos, o seu número é tão elevado que nem o Departamento de Agricultura americano sabe quantas existem. Só na cidade de Nova Iorque é possível encontrar várias.

Estas quintas permitem que as comunidades locais tenham acesso a produtos frescos, e nalguns casos, desempenham também um importante papel educacional e de oportunidade para a realização de trabalho voluntário.

O seu papel é ainda mais importante no que diz respeito à produção de mais alimentos, e de modo eficiente, nas áreas – as urbanas – onde a população tem vindo a crescer. A FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura) estima que, até 2025, 3,5 mil milhões de pessoas vivam nas cidades. Mas para aumentar o crescimento da produtividade nas cidades, assim como noutros locais, os agricultores têm de ter em conta os efeitos das alterações climáticas nas suas produções.

O ambientalista Dickson Despommier refere a agricultura vertical – com o cultivo de frutas e vegetais – em áreas controladas como uma possível solução. A qual é já muito comum no Japão, segundo a National Geographic.

E tendo a inovação como um pilar para a transformação o arquitecto Mitchell Joachim desenvolveu uma vagem esférica que consiste num sistema de cultivo de alimentos no exterior com espaço habitável no interior. A vagem pode ser dimensionada para caber num local maior ou menor, como por exemplo numa varanda de um edifício.

É a inovação ao serviço da agricultura.

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