Como um derrame de combustível destruiu a ilha de Bornéu

Foi declarado o estado de emergência na ilha de Bornéu, como consequência do derrame de combustível que nos últimos dias assolou esta região. Até ao momento há cinco vítimas mortais a lamentar, num cenário desolador onde as consequências ambientais, imediatas e futuras, são ainda uma enorme questão em aberto.

Ao longo de vários dias, a baía de Balikpapan foi palco de um intenso incêndio, que pintou de negro as águas desta ilha. A empresa Pertamina, apontada deste o inicio como responsável pelo derrame, demorou mais de cinco dias a assumir a culpa no acidente, facto que levou já várias associações ambientais a exigir mão pesada por parte das autoridades locais.

Do ponto de vista ambiental, grupos locais têm acorrido ao local na esperança de salvaguardar a biodiversidade que está a sobreviver a este acidente. Ainda longe de serem os números definitivos desta tragédia, as autoridades locais dizem que cerca de 7 mil hectares de manguezais foram afectados e cerca de 8 mil árvores já morreram.

Cinco dias depois do acidente, e com o incêndio já controlado, grupos de ambientalistas alertam que o derrame continua ainda a representar um enorme risco para as comunidades locais. “Por toda a ilha as pessoas estão a juntar-se ao processo de limpeza, mas nem sempre respeitam as medidas de segurança, já que muitos não usam botas e luvas e tocam directamente no óleo”, alerta Pradama Rupang, de uma onga local. “Quando tocam no óleo as suas peles ficam logo muito irritadas. É extremamente perigoso continuarem a tocar no óleo”, alerta.

Um vídeo, publicado pela ABC News, mostra a devastação que este acidente provocou e continua a provocar nas águas e terras da ilha de Bornéu. Rica em recursos naturais, a ilha de Bornéu é divida em três partes, sendo que a larga maioria do território pertence à Indonésia. A segunda maior (a parte setentrional) pertence à Malásia e a menor parte (encravada na parte da Malásia) pertence ao Brunei. 

Foto: GreenPeace