COP26: 23 países comprometem-se a eliminar a energia a carvão



Esta quinta-feira ficou marcada pelos progressos atingidos rumo ao fim do carvão, na Cimeira do Clima das Nações Unidas (COP26). Vários países, organizações e bancos assumiram o compromisso de deixar de apoiar o uso do carvão mineral.

A neutralidade carbónica exige uma transição para as energias renováveis, onde os combustíveis fósseis devem ser deixados para trás. Durante o Dia da Energia na COP26, 23 países comprometeram-se a eliminar a energia do carvão, entre eles alguns dos maiores dependentes de carvão, como a Coreia do Sul, a Indonésia e o Vietname.

Foi ainda assinada a nova “Declaração Internacional da Transição do Carvão para Energia Limpa” por 47 nações e 25 organizações, entre elas a EDP, que comprometeram a acelerar a transição para energias limpas e renováveis e a abandonar o carvão.

Instituições financeiras e bancos comprometeram-se também a parar de financiar a energia a carvão, nomeadamente o banco HSBC e as instituições Fidelity International e Generation Investment Management.

Para chegar a esta meta, os países devem ter um apoio financeiro que potencie a transição. Nesse sentido, 1,73 mil milhões de euros (2 biliões de dólares) vão ser investidos para apoiar a transição de países com a Índia, a Indonésia e as Filipinas, através de parcerias com os Fundos de Investimento do Clima.

Por último, a The Powering Past Coal Alliance viu os seus membros aumentar, com a aderência de 28 novos parceiros – o que se traduz numa alinaça entre mais de 160 países, cidades e organizações de todo o mundo.

“Com estes compromissos ambiciosos que vemos hoje, o fim da energia carbonífera está à vista. Garantir uma coligação forte de 190 para eliminar a energia do carvão e acabar com o apoio a novas centrais a carvão, e a Declaração de Transição Justa assinada hoje, demostram um verdadeiro compromisso internacional de não deixar nenhuma nação para trás. Juntos, podemos acelerar o acesso à eletricidade para mais de três quartos de biliões de pessoas que atualmente não o têm, consignando a pobreza energética para a história à medida que criamos o futuro da energia limpa, necessário para manter os 1,5ºC vivos.”, declara o Presidente da COP26, Alok Sharma.

 



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