Covid-19. As Ilhas Faroé são o primeiro território europeu livre da doença



“Como nação, conseguimos o que muito poucos outros países alcançaram. Isto foi possível porque as pessoas, as famílias e as organizações agiram com responsabilidade em condições muito difíceis”, declarou o primeiro ministro do território, Bárður á Steig Nielsen, citado pelo jornal El Mundo. No total registaram-se 187 casos e nenhuma morte, e o pico de doentes (112) foi atingido a 22 de março. O primeiro ministro assegura que todos os que foram infetados estão recuperados. 

O segredo, além da testagem massiva, terá sido a adoção de medidas de restrição semelhantes às que se observaram na generalidade do continente europeu, com encerramento de escolas e estabelecimentos comerciais, apesar de o confinamento, aconselhado, não ter sido obrigatório. A população, pouca e dispersa, fez o resto.

Mas não só. Segundo relato, o jornal britânico The Guardian, Debes Christiansen, diretor do Laboratório Nacional de Referência para Doenças de Peixes e Animais, avisou de imediato o governo para os perigos do surto do novo coronavírus no passado mês de janeiro.

Além disso, colocou o laboratório, que estava equipado para detetar infeções virais em salmões, à disposição das autoridadades, tendo-se revelado uma das principais ‘armas’ no despiste de casos suspeitos do novo coronavírus.

Debes Christiansen assegura que “foi muito fácil” adaptar o laboratório às novas necessidades, tendo-se limitado a alterar “alguns dos ingredientes” que, até à data, usava para para trabalhar com “vírus e bactérias de peixes”, para esta realidade.

As ilhas Faroé têm cerca de 50 mil habitantes. A capital é a cidade de Tórshavn, que possui apenas 15 mil habitantes. O arquipélago contempla 18 ilhas e nem todas são habitadas.

Leia aqui o comunicado oficial do Governo





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