Covid-19 na Índia: O lockdown mais severo do mundo provocou redução drástica da poluição

Depois de ter sido decretada quarentena em todo o país, as ruas na Índia encheram-se de milhares de migrantes que, agora desempregados, tentam regressar às suas aldeias. A 24 de março, o governo indiano decretou quarentena em todo o país para travar a propagação do novo coronavírus. O primeiro-ministro, Narenda Modi, alertou que, se o país não conseguir cumprir o confinamento nos próximos 21 dias, sofrerá um atraso de 21 anos. ​
“Não há nenhuma outra forma de escapar ao coronavírus”, avisou. “Lembrem-se que mesmo um só passo fora de casa pode levar a grave doença do coronavírus para o vosso lar”, disse. Com uma média de 450 pessoas por cada quilómetro quadrado, a Índia é um dos países com maior densidade populacional em todo o planeta. E o sistema público de saúde da Índia não iria conseguir responder a esta pandemia de forma eficaz. ​
Além do isolamento imposto, o governo pediu que se fechassem fronteiras entre regiões, de forma a evitar que as zonas mais rurais e pobres fossem afetadas pela pandemia. Todos os estabelecimentos comerciais (com excepção para supermercados) estão fechados, além de fábricas, oficinas, escritórios, mercados ou locais de culto religioso. Os transportes públicos estão igualmente suspensos. ​
Além da contenção da pandemia (a Índia tem pouco mais de mil cidadãos infectados) os níveis de poluição também caíram drasticamente. Em 2019, 21 das 30 cidades mais poluídas do mundo eram indianas e, em novembro passado, foi declarado o estado emergência devido aos perigosos níveis atingidos em Nova Déli. ​
Até ao momento, foi registada uma queda acentuada (71%) nos níveis de partículas PM2,5. Recorde-se que segundo os últimos dados disponíveis, estas partículas matam por ano cerca de 3,45 milhões de pessoas no mundo inteiro. Ao mesmo tempo, também o dióxido de azoto caiu drasticamente em cidades como Nova Déli, Bangalore ou Calcutá. ​
“Não vejo um céu tão azul em Déli há dez anos”, disse Jyoti Pande Lavakare, representante de uma organização ambientalista indiana, a Care for Aid, em declarações à CNN.​
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