A Torre de Belém foi o palco escolhido para União Europeia, África do Sul e Brasil assinarem uma declaração conjunta em defesa da Investigação científica no Atlântico Sul, sobretudo nas áreas das alterações climáticas e segurança alimentar.

A União Europeia disponibilizou uma verba de  60 milhões de euros para os próximos três anos.

O local escolhido não podia ser mais simbólico, como referiu Carlos Moedas, actuando em representação da Comissão Europeia: “Hoje, aqueles que dizem que devemos fechar as nossas fronteiras, aqueles que têm medo dos estrangeiros, aqueles que pensam que o proteccionismo é mais seguro, deveriam visitar esta torre. Foi aqui que tudo começou. Quando a Torre de Belém foi construída, era muito aquilo que não sabíamos.”

A Declaração de Belém, ontem assinada, surge no seguimento de outra declaração assinada em 2013, também entre a EU mas desta vez com Estados Unidos e Canadá, para o Atlântico Norte, uma distinção que não faz sentido para o comissário, como referiu ao jornal Público: “o Atlântico não deve ser dividido entre Norte e Sul, ele é apenas um Atlântico. Este é um passo na direcção de conhecermos melhor o Atlântico e o investigarmos mais.”

No comunicado de imprensa pode ler-se ainda que “A Declaração Atlântico Sul é o ponto de viragem de um mecanismo – a circulação oceânica global – que liga os oceanos e afecta os climas regionais. Teme-se que a circulação oceânica global, graças à qual parte do noroeste da Europa conhece Invernos mais suaves e mais húmidos do que outros países da mesma latitude, desapareça ou seja modificada pelas alterações climáticas. Daí poderiam advir, do Antárctico ao Árctico, consequências sem precedentes para o clima mundial, pelo que é extremamente importante que os cientistas compreendam melhor todo o sistema do oceano Atlântico”.

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