Desperdício alimentar global causa mais emissões de CO2 do que qualquer país



Um estudo recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura estima que os 1,3 mil milhões de toneladas de alimentos desperdiçados em todo o mundo causam mais emissões de gases com efeito de estufa do que as emitidas por qualquer país – excepto a China e os Estados Unidos.

O estudo tem em conta a energia, a água e os produtos químicos usados tanto na produção dos alimentos como na sua eliminação – totalizando cerca de 3,3 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono a cada ano.

Em países industrializados, todo este desperdício deve-se ao facto de os consumidores comprarem muita comida e deitarem fora aquela que não comem. Nos países em desenvolvimento, acontece que as pessoas não têm instalações adequadas de armazenamento dos alimentos e praticam técnicas agrícolas ineficientes.

Com a população mundial a continuar a aumentar ano após ano, reduzir o desperdício alimentar não só reduziria as emissões de gases poluentes, como poderia ajudar a evitar a eventual escassez de alimentos que atravessaremos nas próximas décadas.

Segundo o Inhabitat, a ONU sugere algumas mudanças por parte dos produtores dos países em desenvolvimento, que poderiam optar por um maior investimento na colheita, no arrefecimento e em métodos de embalamento que reduzam o desperdício. Estas melhorias podem permitir que a comida chegue aos consumidores de forma mais eficiente.

As soluções propostas para os países industrializados são mais simples, mas com igual grande alcance: os consumidores devem ser encorajados a comer porções mais pequenas e a fazer um melhor uso dos restos de comida, enquanto as empresas podem doar os excedentes de alimentos a instituições de caridade. Encontrar alternativas para os resíduos alimentares que seguem para os aterros sanitários também pode ajudar a reduzir as emissões.





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