Dia Internacional da Reciclagem: água, talvez a matéria-prima mais reciclada do Planeta, no seu ciclo natural



Vidro, Papel, Roupa, Embalagens, Plástico, Metais… qual a primeira coisa que nos vem à cabeça quando pensamos em reciclagem? No Dia Internacional da Reciclagem, a Águas do Tejo Atlântico pretende relembrar que a água, no seu ciclo natural, é talvez a matéria-prima mais reciclada.

E que, no ciclo urbano da água, essa realidade deve ser cada vez mais presente, através da ciência e tecnologia presente nas Fábricas de Água que, com segurança, permite reciclar a água para usos não potáveis, contribuindo para a sustentabilidade do planeta e para a Economia Circular poupando assim a água potável para consumo humano para usos mais nobres.

Sabia que…

A lavagem de carro com mangueira consome pelo menos 300 litros de água própria para consumo humano?

E que a maioria da rega de jardins e lavagem de estradas ainda é feita com recurso a água potável?

A água é um recurso cada vez mais escasso. Por isso mesmo, em dezembro de 2020, a água para abastecimento público começou a ser negociada na bolsa de Nova Iorque como uma commodity, à semelhança do que já acontece com o petróleo ou o ouro.

O reconhecimento deste capital natural enquanto valor económico deve-se, sobretudo, à sua escassez e à importância fundamental que tem no âmbito das alterações climáticas.

Face à urgência de uma gestão eficiente da água, a Águas do Tejo Atlântico relembra no Dia Internacional da Reciclagem, a necessária otimização dos recursos hídricos, dando diferentes usos à água+, também conhecida como água reciclada ou água para reutilização.

A utilização de água residual tratada contribui para uma gestão mais eficiente e sustentável dos recursos hídricos, utilizando a água+ para usos não potáveis em, por exemplo, rega de espaços verdes e agricultura.

Pioneira na incorporação dos desafios da economia circular na gestão do círculo urbano da água, na lógica da economia circular, a Tejo Atlântico faz evoluir o tratamento das águas residuais para um novo paradigma de valorização dos recursos. Com recurso às Fábricas de Água, um novo conceito de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), a água para reutilização (água +) é considerada como uma matéria-prima plena de recursos, podendo ser utilizada para rega de espaços verdes e lavagem de viaturas, equipamentos e sistemas de climatização, fins industriais e agrícolas, lavagem de ruas, entre muitos outros.

Em Lisboa, por exemplo, foi implementado este ano um projeto pioneiro, no âmbito de uma parceria entre a Águas do Tejo Atlântico e a Câmara Municipal de Lisboa, que consiste num plano de rega sustentável, com recurso a água+, nos jardins da zona norte do Parque das Nações.

Anteriormente, foi também lançada uma campanha de comunicação para a mudança de atitudes, através da produção de cerveja artesanal com recurso à agua+ (água para reutilização). Esta campanha, levada a cabo pela Águas do Tejo Atlântico, “Moinhos de Água” e pela “Cerlink”, intitulada de “VIRA” pretendeu mostrar a todos que é possível VIRAR a página do futuro do setor da água.

“Além de ser um importante contributo para a descarbonização, a água para reutilização deve ser valorizada no combate à escassez como recurso alternativo para utilização na agricultura, na indústria e em usos municipais de menor requisito de qualidade.”, refere Alexandra Serra, Presidente do Conselho de Administração da Águas do Tejo Atlântico.

No que diz respeito à água reciclada, a Tejo Atlântico, no ano de 2021, reciclou e reutilizou mais de 2.505.445m3 (2.505.445.000 litros) de Água no consumo interno (regas e lavagens) das suas 100 Fábricas de Água.

 



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