Dia Mundial Sem Tabaco: mais de um milhão de pessoas morrem anualmente de exposição ao fumo passivo



O Dia Mundial Sem Tabaco é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), que visa desencorajar a utilização de tabaco, apelar à população, e aos governos para que tomem medidas de forma a promover um estilo de vida sem fumo.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) está a promover a ação “Não Fumes! Por ti e pela tua família.”, que visa sensibilizar a população para os perigos do tabaco e o seu impacto na saúde de quem fuma e de quem os rodeia, em especial as crianças.

O tabagismo é considerado pela OMS como uma doença de foro respiratório dado que os seus compostos químicos, causam dependência e alterações nos indivíduos que fumam. Todos os anos, os produtos de tabaco matam mais de 8 milhões de pessoas. Destas, mais de um milhão de pessoas morrem de exposição ao fumo passivo.

A Liga Portuguesa contra o cancro adverte, se já fuma, saiba que os benefícios de deixar de fumar são muitos. No que que diz respeito à saúde, irá melhor quase de imediato, mas sobretudo, a longo prazo

  • 20 minutos após o último cigarro, a frequência cardíaca e tensão arterial descem;
  • 12 horas após o último cigarro, os níveis de monóxido de carbono no sangue voltam ao normal;
  • Entre duas e doze semanas após o último cigarro, a circulação sanguínea melhora e a função pulmonar aumenta;
  • Entre 1 e 9 meses após o último cigarro, a tosse e a falta de ar diminuem;
  • 1 ano após o último cigarro, o risco de enfarte do miocárdio (ou ataque cardíaco) é cerca de metade de um fumador;
  • Entre 2 a 5 anos após ter deixado de fumar, o risco de acidente vascular cerebral é aproximadamente o mesmo de uma pessoa que nunca fumou;
  • No espaço de 5 anos, o risco de cancro da boca, garganta e esófago é reduzido para metade. O risco de cancro da laringe e do colo do útero também diminui;
  • Dez anos depois de ter deixado de fumar, o risco de cancro do pulmão é metade daquele que um fumador apresenta.

Leia também: Cultivo do tabaco põe em risco a biodiversidade, indica relatório da OMS

 



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