Dunkleosteus, o peixe que devorava tubarões com uma dentada

Viveu há 400 milhões de anos, muito antes dos dinossauros, e foi um dos primeiros vertebrados com mandíbulas.

António Sarmento

O Dunkleosteus era um peixe de dez metros, 3,6 toneladas e uma mandíbula que, quando se fechava sobre um tubarão, era capaz de o partir ao meio. “Um tubarão-branco grande provavelmente só consegue morder com metade dessa força”, comentou à Reuters Mark Westneat, do Museu Field de Chicago, e co-autor de um artigo publicado na revista científica Biology Letters, editada pela Royal Society britânica, onde descreve este fóssil, que viveu há cerca de 400 milhões de anos.

Como um peixe tão pesado era capaz de abrir e fechar a boca com tanta rapidez e com tamanho impacto? Para saber a resposta, os cientistas construíram um Dunkleosteus biomecânico, a partir de um crânio fossilizado. “A parte mais interessante foi descobrir que este peixe era tão veloz (dois centésimos de segundo) durante a abertura da mandíbula e tão poderoso na hora de fechá-la”, disse Mark Westneat. A conclusão? O desenho único do crânio e dos diferentes músculos usados pelo Dunkleosteus para abrir e fechar a boca fizeram desse peixe um dos primeiros grandes predadores entre os vertebrados.

Além disso, dentro de água isso produzia uma forte sucção e puxava as presas, não importava o tamanho delas. “Era capaz de devorar tudo o que existia no seu habitat”, comentou Philip Anderson, da Universidade de Chicago, o coordenador do estudo.

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