Elemento 117 vai juntar-se à tabela periódica

O ununseptium (ununséptio) é o elemento químico mais pesado até agora descoberto e está cada vez mais perto de se juntar à tabela periódica. O elemento, que será o 117, foi descoberto há quatro anos por uma equipa de cientistas americanos e russos, mas carecia de investigação aprofundada para ser definitivamente confirmado como um novo elemento químico.

Contudo, uma equipa internacional de investigadores do CSI Helmholtz Centre for Heavy Ion Resarch, na Alemanha, confirmou a existência do ununseptium, o que deixa os cientistas mais próximos de descobrir o “santo graal” da física atómica moderna. Resta agora esperar que a International Union of Pure and Applied Chemistry aceite a confirmação da descoberta e inclua o elemento 117 na tabela.

Quando a descoberta for aceite será possível escolher um nome definitivo para o novo elemento, já que ununseptium é uma denominação provisória (“un” provém de um e “septium” de sete e assim ununseptium equivale a 117), refere o Daily Mail.

117 é o número atómico do novo elemento, ou seja o número de protões que podem ser encontrados no núcleo de um átomo do elemento. Os elementos mais leves possuem menos protões e os elementos mais pesados, como o caso do 117, possuem mais protões. Os elementos mais pesados da tabela podem ser teorizados. Porém, a prova da sua existência real continua a ser um desafio, como era o caso do 117 e é o caso do 118, que será o elemento mais pesado e mais estável de todos, o “santo graal”. O 118 também já foi descoberto teoricamente mais ainda não foi provada a sua existência real.

Para provar a existência destes elementos teorizados, os cientistas fazem colidir dois elementos já existentes. No caso do 117, foi utilizado o berquélio, de número atómico 97, que foi colidido por iões de cálcio, de número atómico 20, criando assim o elemento 117, um subproduto.

Os elementos deste tamanho são, na prática, extramente instáveis. É devido a esta instabilidade que é difícil comprovar a sua existência, uma vez que sofrem decaimento radioactivo quase instantaneamente. Neste caso, quatro átomos do elemento 117 que foi criado decaem para os elementos 115 e 113, numa questão de milissegundos, mas permanecem estáveis o tempo suficiente para os cientistas terem um rápido vislumbre da sua existência.

Os elementos além do 104 são considerados como superpesados. Contudo, até à data, todos os que foram identificados possuem vidas curtas, que correspondem à taxa de decaimento. Ainda assim, foi teorizado que estes elementos pertencem à “ilha da estabilidade” da tabela periódica, onde se encontram os elementos mais estáveis. Supõe-se que estes elementos superpesados possuem vidas mais longas e átomos mais estáveis.

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