Entre o Douro e o rio Paiva, esta é a encantadora Ilha dos Amores

Uma vez na ilha, que fica no Douro, há muitas riquezas naturais para descobrir.

António Sarmento

Longe da confusão da cidade existe um pequeno paraíso natural, na confluência do rio Paiva com o Douro, na zona do Castelo. Ali, pode dar um mergulho e aproveitar as águas cristalinas e calmas. O som do rio e dos pássaros a cantar é outra das imagens de marca desta ilhota (um pequeno pedaço de terra com 140 metros quadrados), também conhecida como “ilha do Castelo”.

Explorar a Natureza, ainda num estado selvagem, é uma atividade encantadora. Desde plantas rasteiras a árvores altas e imponentes, o isolamento permitiu a conservação da sua vegetação. Aqui pode encontrar-se o pinheiro bravo e o pinheiro manso, os carvalhos, oliveiras, tamargueiras, juncos, freixos, amieiros, entre outros. As lendas dão-nos conta de um amor proibido vivido há dezenas de anos atrás entre uma fidalga e o filho de um lavrador.

A Ilha dos Amores foi também local de culto na Idade Média, existindo na ilha uma ermida, isto é, uma capela dedicada a S. Pedro, podemos observar na ilha as ruinas desta mesma ermida. Teria sido contruída no século XV e viu novamente a luz do dia, aquando das escavações arqueológicas levadas a cabo em 1998, e que puseram a descoberto as suas ruinas.

Existem também vestígios de uma torre defensiva do século XII. Podemos observar estes vestígios, no penedo que se encontra a maior altitude na ilha, através de buracos de poste que serviriam para assentar a estrutura da torre de vigia.

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