Entre o Douro e o rio Paiva, esta é a encantadora Ilha dos Amores

Longe da confusão da cidade existe um pequeno paraíso natural, na confluência do rio Paiva com o Douro, na zona do Castelo. Ali, pode dar um mergulho e aproveitar as águas cristalinas e calmas. O som do rio e dos pássaros a cantar é outra das imagens de marca desta ilhota (um pequeno pedaço de terra com 140 metros quadrados), também conhecida como “ilha do Castelo”.

Explorar a Natureza, ainda num estado selvagem, é uma atividade encantadora. Desde plantas rasteiras a árvores altas e imponentes, o isolamento permitiu a conservação da sua vegetação. Aqui pode encontrar-se o pinheiro bravo e o pinheiro manso, os carvalhos, oliveiras, tamargueiras, juncos, freixos, amieiros, entre outros. As lendas dão-nos conta de um amor proibido vivido há dezenas de anos atrás entre uma fidalga e o filho de um lavrador.

A Ilha dos Amores foi também local de culto na Idade Média, existindo na ilha uma ermida, isto é, uma capela dedicada a S. Pedro, podemos observar na ilha as ruinas desta mesma ermida. Teria sido contruída no século XV e viu novamente a luz do dia, aquando das escavações arqueológicas levadas a cabo em 1998, e que puseram a descoberto as suas ruinas.

Existem também vestígios de uma torre defensiva do século XII. Podemos observar estes vestígios, no penedo que se encontra a maior altitude na ilha, através de buracos de poste que serviriam para assentar a estrutura da torre de vigia.

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