Entrevista a Fernando Reino da Costa: “Inverter o caminho atual, tornando o nosso planeta mais sustentável, implica encontrar novas soluções”



As alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a poluição são apontadas como as três grandes crises planetárias do nosso tempo. A tecnologia tem sido uma das principais causas dessa tríada devastadora, mas pode também ser parte fundamental da solução.

Diz o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) que “tecnologias como Inteligência Artificial (IA), machine learning, blockchain, IoT e mapeamento geo-espacial estão a impulsionar a quinta revolução industrial e têm o potencial para nos ajudarem a alcançar as metas climáticas”.

Assim, estamos a assistir à ascensão das chamadas ‘tecnologias verdes’, que podem ajudar a medir e a mitigar os impactos humanos sobre o planeta, como mobilidade elétrica, remoção de carbono diretamente da atmosfera, monitorização de habitats e espécies ameaçadas, produção de energia a partir de fontes limpas e renováveis, entre muitas outras.

Fernando Reino da Costa, Presidente e CEO da Unipartner, que esteve recentemente presente da cimeira Digital With Purpose Summit 2023, que se realizou na Altice Arena, em Lisboa, no final de setembro, falou com a ‘Green Savers’ sobre o potencial da tecnologia para ajudar a proteger o planeta, a reduzir os impactos humanos negativos e até a recuperar a Natureza perdida.

Green Savers (GS): Numa altura em que a humanidade corre contra o tempo para salvar a Terra, considera que a tecnologia, a par de outras ciências e fontes de conhecimento, pode mesmo ser parte essencial da solução?

Fernando Reino da Costa (FRC): Sim, claramente, a tecnologia, nomeadamente as tecnologias digitais, são hoje parte integral de todas as áreas e setores e o motor central no que diz respeito à inovação. Esta foi aliás a conclusão do estudo intitulado SMARTer 2030 realizado pelo GeSi com a Deloitte, o qual concluiu que 61% dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) são impactados diretamente por tecnologias digitais.

Inverter o caminho atual, tornando o nosso planeta mais sustentável, implica encontrar novas soluções que deem resposta às necessidades da nossa sociedade. Muitas soluções têm sido encontradas nos últimos anos, no entanto a sua disponibilização e adoção em escala contínua muito aquém dos objetivos que nos propusemos para 2030 e 2050. As tecnologias digitais desempenham um papel fundamental neste aspeto, porque têm a capacidade de escalar rapidamente e tornar global uma determinada solução.

Contudo, é importante destacar que a tecnologia per si é apenas um contributo à resolução dos atuais desafios ambientais. Esta, deverá ser implementada em conjunto com outras e grandes medidas, nomeadamente para a transição energética, e sempre aliadas à regulamentação, educação e cidadania.

GS: Como pode a tecnologia ajudar-nos a reduzir as causas e os efeitos das alterações climáticas?

FRC: Como referi, as tecnologias digitais têm um impacto significativo nos ODSs, caso sejam implementadas de forma responsável e adotadas corretamente.

A sua incorporação poder ser efetuada em praticamente todos os setores de atividade, tornando os processos mais eficientes, reduzindo o consumo de recursos e de energia. Em algumas circunstâncias, permitindo inclusive mudar completamente o paradigma de determinado negócio ou processo, através do acesso global, da automação e da inteligência artificial.

A título de exemplo veja-se o caso das tecnologias digitais, de informação e comunicação, que nos permitem hoje trabalhar remotamente e que rapidamente se tornaram globais.  Vejamos também os diferentes serviços digitais, através do online os setores público e privado permitem-nos sem recurso a papel a acessibilidade remota. Por outro lado, vejamos a transformação que estamos a enfrentar na mobilidade, que com a transição para veículos elétricos e híbridos, juntamente com uma gestão mais eficiente de transportes públicos e de mercadorias, permite uma redução importante de emissões.

Também na agricultura, a aplicação de IoT e a análise de dados permite otimizar o uso de recursos e a gestão de resíduos, com o objetivo de aumentar a reciclagem e a redução de desperdício. São vários os exemplos e as tecnologias, mas, por fim destacaria uma tecnologia que podemos considerar transversal, a Cloud. Infraestruturas locais requerem muito mais recursos e têm desafios ao nível da gestão e segurança. Com a sua substituição por soluções baseadas na Cloud, as organizações podem aceder de forma imediata às inovações, tornar-se mais ágeis e flexíveis, ser céleres na adoção e mais eficientes na energia que consomem.

As tecnologias digitais têm vindo a evoluir de forma exponencial nos últimos anos e é hoje possível aplicá-las às necessidades de cada indústria, com o objetivo de acelerar a transição climática.

GS: A perda de biodiversidade pode ser acompanhada e travada, ou até mesmo revertida, graças à aplicação de soluções tecnológicas? Como?

FRC: A tecnologia pode ser um forte aliado na preservação da biodiversidade se for aplicada responsavelmente e em conjunto com a ciência. Por exemplo, na monitorização de espécies em vias de extinção, com a recolha intensiva de dados, sua classificação e a posterior análise através de ferramentas como a IA. Estamos a falar de centenas ou milhares de dados que pretendem detalhar, por exemplo, o comportamento migratório de espécies que podem ser facilmente compilados e analisados, permitindo uma atuação mais eficiente e rápida.

Por outro lado, na vertente da preservação ecológica, a tecnologia é regularmente utilizada para planear e executar projetos em áreas florestais. A E-Redes, por exemplo, venceu o Digital with Purpose Award 2023, com uma solução digital que permite preservar simultaneamente a integridade das florestas em Portugal e a segurança da infraestrutura da sua rede elétrica, tornando-o mais inteligente. Este é um excelente exemplo onde a tecnologia e a ciência andam “de mão dada”, nos esforços que cada organização está e pode fazer na preservação da biodiversidade.

Considero relevante mencionar que, embora a tecnologia seja uma ferramenta valiosa nas iniciativas de conservação da biodiversidade, esta deve ser acompanhada de políticas de conservação eficazes, colaboração governamental, e a mudança de comportamentos em relação ao uso dos recursos naturais.

GS: Uma das principais causas das crises planetárias é a indústria e as empresas, a forma como atuam, operam, exploram e produzem. Considera que é na tecnologia que estará a resposta para tornar as empresas mais eficientes e menos prejudiciais para a Terra?

 FRC: É inegável que a mudança de comportamento das empresas terá um impacto fundamental no futuro do planeta. É por isso fundamental que as organizações se comprometam e criem a sua agenda com o propósito de alterar a sua forma de operar tornando-se sustentáveis em linha com os objetivos de 2030 e 2050.  As tecnologias digitais, dado o seu efeito transformador e inovador, são calmamente um dos pilares para esta agenda.

“Liderar pelo exemplo” é fazê-lo já, sem esperar por quadros regulatórios que cada vez mais irão impor este caminho. Um bom exemplo desta liderança são as empresas membros do GeSi, uma iniciativa global que reúne empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC) com o objetivo de promover o acelerar da transição digital, dado o seu impacto positivo nos ODSs.

A Unipartner, é membro do GeSI, e é com orgulho que partilho que fazemos parte do Board 2023-26 recentemente eleito. Juntamente com empresas como Deutsche Telekom, a Verizon, a DELL, a Deloitte e a Accenture, entre outras, o GeSI, debate regularmente questões como a redução da pegada de carbono, a gestão responsável de recursos, a promoção de tecnologias verdes, a transição digital e a acessibilidade. A discussão destas temáticas é essencial para o desenvolvimento sustentável a nível global para que possamos assegurar esta agenda. Desta forma, procuramos contribuir para um mundo melhor ao desenvolver boas práticas, debater padrões e diretrizes, além de defender políticas que promovem a sustentabilidade e a responsabilidade social. 

GS: E no fim da linha dos produtos e bens temos também problemas que precisam de ser resolvidos. A geração de resíduos tem vindo a aumentar com o passar dos anos e tudo indica que a tendência é de crescimento. Como pode a tecnologia, e que tipo de tecnologia, ajudar a reduzir os resíduos? Isso acontecerá a montante, tornando a produção mais eficiente e menos ambientalmente danosa, a jusante, no tratamento de resíduos produzidos, como nos casos das águas residuais, da reciclagem dos resíduos sólidos urbanos, ou uma combinação de ambos?

FRC: A tecnologia pode estar presente nas diferentes fases da gestão de resíduos, desde a prevenção até ao tratamento. No caso da primeira, podem ser utilizadas ferramentas de otimização de processos, como sensores em processos de produção, que permitem o uso eficiente de matérias-primas, reduzindo o desperdício durante a produção. A inteligência artificial pode desempenhar um papel fulcral na fase de prevenção sendo utilizada na previsão de padrões, na otimização de rotas de recolha e na identificação de oportunidades de reciclagem. Os dados permitem às organizações medir a eficiência das suas estratégias, e a IA pode tornar a análise de dados mais rápida, eficiente e automatizada.

Por outro lado, na gestão de resíduos podemos contar com medidas como a compostagem inteligente, baseada em tecnologias de monitorização de resíduos que otimizam a compostagem de resíduos orgânicos, e o tratamento de águas residuais, capaz de remover poluentes possivelmente prejudiciais para o meio ambiente. Estas são apenas algumas das possibilidades da integração de tecnologia no processo de gestão de resíduos, sendo necessário avaliar caso a caso as oportunidades de inovação digital.

GS: A própria tecnologia tem impactos ambientais, e também sociais, visto que dependem de minerais e outras matérias-primas, bem como de energia, para serem produzidas e para funcionarem, e que podem poluir cursos de água, destruir habitats, ameaçar espécies de animais e plantas, e pôr em risco a sobrevivência de culturas e comunidades humanas. Como tal, podem também ser vistas como parte do problema. Como acha que o setor tecnológico pode reduzir os seus impactos negativos sobre a Terra?

FRC: É importante referir que a tecnologia deve ser sempre desenvolvida de forma responsável e ética, com consideração extrema pelos seus possíveis impactos no meio ambiente. De notar também que a redução de emissões provocada pela implementação de tecnologias digitais é muito superior às emissões do próprio sector das tecnologias, ou seja, o saldo é muito positivo, e por isso as soluções digitais são consideradas um “enabler” para a transição climática e para o crescimento sustentável da nossa sociedade.

Não obstante, e para uma contribuição positiva para o planeta, o setor tecnológico pode adotar uma série de medidas e abordagens.

Por exemplo, as empresas que produzem equipamentos têm de acelerar a abordagem sustentável “by design” nos seus produtos, incorporando matérias recicláveis, processos mais eficientes, utilizando energias renováveis, aumentando os períodos de utilização e reutilização com novos modelos de negócio e garantindo a economia circular no fim de vida do produto.

Algo que considero essencial é a transparência, e é importante que os líderes de mercado sirvam como exemplo ao divulgar abertamente informações sobre os esforços que as suas organizações estão a implementar em prol de um planeta mais saudável. Deste modo, concorrentes ou parceiros poderão avaliar a sua própria prestação e dedicação ao desenvolvimento de tecnologia sustentável. Acrescento ainda que cabe às organizações estabelecer políticas corporativas que favoreçam produtos e fornecedores com práticas mais sustentáveis.

É verdade que o setor tecnológico, não obstante de ser um “enabler”, pode também contribuir para alguns impactos negativos no meio ambiente caso as empresas não atuem de forma responsável. A adoção de boas práticas sustentáveis é essencial e impulsiona a inovação e eficiência nas empresas, o que por sua vez traz também vantagens competitivas e económicas, e permite-lhes estar mais aptas a responder às legislações ambientais, cada vez mais abrangentes e rigorosas.

GS: Enquanto CEO da Unipartner, como tem a empresa procurado ajudar a combater as crises planetárias?

FRC: A Unipartner está desde o início comprometida com as preocupações ambientais. O nosso objetivo é criar um impacto positivo na vida das pessoas através da inovação digital, promovendo a sustentabilidade, a responsabilidade social e o bem-estar das pessoas. Achamos extremamente importante não só incutir esta preocupação internamente na Unipartner, nos serviços e soluções que implementamos, mas também junto das empresas com quem colaboramos.

Através de iniciativas internas, fortalecemos a nossa cultura responsável e sustentável, contando com o contributo de toda a organização. Durante este Verão, por exemplo, organizámos uma iniciativa interna em que desafiámos os nossos colaboradores a juntarem-se em grupos e submeterem ideias de soluções digitais sustentáveis que respondessem a um ou mais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

A tecnologia abre um mundo de oportunidades onde soluções digitais mais ecológicas incentivam a mudança de comportamentos e facilitam a transição para novos modelos mais amigos do ambiente, e é esta jornada que pretendemos percorrer com os nossos clientes e ajudá-los ao longo do caminho.

Hoje em dia o trabalho remoto é possível, devido às evoluções tecnológicas registadas nos últimos anos, e que permite o acesso à informação e a colaboração entre equipas à distância, poupando-se recursos naturais e emissões nocivas. A substituição de infraestruturas locais por soluções baseadas na Cloud permite, por exemplo, uma redução enorme do consumo energético. Estes são apenas 2 exemplos simples do suporte que damos às organizações que connosco colaboram, por outro lado estimulamos a reflexão e cultura de inovação como foi o caso do Hackathon que realizámos durante o Digital with Purpose. Nesta iniciativa, focada no “AI for Sustainability”, empresas como os CTT, a REN, a Tranquilidade, e a Câmara Municipal de Cascais deram a conhecer um pouco das suas necessidades e desafios, sendo depois apoiadas pela nossa equipa num processo de ideação de soluções baseadas em IA com impacto sustentável.

Por fim, o próprio compromisso com organizações como o GeSI reforçam a nossa missão em duas vertentes: no apoio e visibilidade que providenciamos em eventos como o Digital with Purpose Global Summit, da qual fomos Gold Sponsors, mas também na transparência que demonstramos ao declararmos anualmente as nossas emissões e os nossos esforços para evoluirmos na framework DWP do GeSI, no qual já atingimos nível Pioneering, terceiro nível de 4 deste processo de certificação. Adicionalmente, juntámo-nos recentemente ao European Green Digital Coalition, iniciativa apoiada pela EU e registámos o nosso compromisso junto da iniciativa Science Based Targets, SBTi, que conta com várias empresas Portuguesas entre elas a REN e a Navigator.

GS: Acredita que em Portugal existe a consciência de que a tecnologia pode ser parte da solução? Estarão as empresas despertas para essa realidade?

FRC: Um pouco como em todo o mundo, o potencial que a tecnologia tem de solucionar alguns dos desafios ambientais que enfrentamos está cada vez mais presente em Portugal. No entanto, existem algumas variáveis a considerar, tal como o setor de atividade, que afetam o nível de consciencialização e a adoção de práticas sustentáveis.

Em Portugal, as empresas estão a valorizar cada vez mais o meio ambiente ao adotar práticas sustentáveis, tais como a implementação de medidas para a redução do consumo de energia, a gestão responsável de resíduos e a adoção de fontes de energia renováveis. Considero que estes três pontos são essenciais para uma boa contribuição para a redução da pegada de carbono.

Claro que o comportamento do tecido empresarial português é também impulsionado pelas medidas governamentais e europeias que têm vindo a ser implementadas nos últimos anos, desde metas de energia renovável a estratégias de descarbonização.

No entanto, é importante destacar que ainda existe um longo caminho a percorrer em Portugal, assim como em todo o mundo, para a incorporação de práticas sustentáveis e de tecnologia digital capazes de mitigar os impactos ambientais nas organizações. A transição para uma economia mais sustentável requer a colaboração entre empresas, governos e os cidadãos. Como tal, a educação e a consciencialização sobre estas questões são cruciais para, verdadeiramente, mudar o mundo.

 GS: Mesmo estando cientes dos benefícios ambientais das tecnologias, tal implica, necessariamente, investimentos, certo? Acha que as empresas estão dispostas a fazer esses investimentos? Pensa que deveriam ser implementados ou reforçados programas de incentivo para a empresas poderem adquirir soluções de tecnologia que as ajudem a ser menos prejudiciais para o planeta? 

FRC: A implementação de tecnologia para o bem do meio ambiente requer um investimento por parte das organizações. Quero destacar que as organizações, numa primeira instância, procuram satisfazer as necessidades de um determinado público-alvo, o seu target. Mas estamos a assistir que progressivamente, quase todos os targets estão à espera que as empresas tomem decisões responsáveis, que procurem o bem do planeta. Deste modo, a sustentabilidade, para além de essencial, representa valor, uma vantagem competitiva para as organizações e obviamente conformidade e compliance no contexto onde atuam.

Embora o investimento em tecnologia sustentável possa ser significativo num ponto inicial, há que considerar que este gera benefícios a longo-prazo, como a redução de custos operacionais e uma maior eficiência nos processos. No entanto, ao avançar com este investimento as organizações devem considerar fatores, tais como a consciencialização da importância da sustentabilidade dentro da organização, a pressão dos stakeholders, a inovação, a capacidade financeira e as regulamentações governamentais.

Considero importante que as entidades governamentais tomem medidas que incentivem ou facilitem este investimento. Por exemplo, ao fornecer benefícios fiscais, como deduções ou isenções de impostos, para empresas que investem em tecnologias verdes, ou ainda subsídios ou linhas de crédito com juros baixos para ajudar as empresas a financiar a aquisição de tecnologias sustentáveis. Para além da implementação de leis ambientais e controlo do seu cumprimento, penso que a diferenciação positiva poderá ser uma das melhores opções para acelerarmos esta agenda de transição para uma economia mais sustentável.

GS: Recentemente, tivemos a cimeira Digital with Purpose, em Lisboa, que procurou mostrar que a luta pela Terra e o desenvolvimento tecnológico podem ser duas faces de uma mesma moeda. Tendo participado no evento, que conclusões tirou do encontro e que o perspetiva nesse campo para os próximos tempos? Podem as tecnologias mesmo ajudar-nos a alcançar as metas ambientais e climáticas que precisamos cumprir nas próximas décadas para evitarmos os priores cenários?

FRC: O Digital with Purpose Global Summit 2023 é um excelente exemplo do que fomos falando ao longo desta entrevista. Ao longo dos 3 dias de evento notámos a mobilização de líderes do setor público e privado, mas também de indústrias variadas, com um único propósito: discutir a urgência das mudanças climáticas e realçar o importante contributo que as tecnologias digitais podem ter para preservar e tornar o planeta mais sustentável.

O desenvolvimento sustentável centrado no digital passará pela inovação e consequente criação de novas soluções eficientes e sustentáveis para os desafios ambientais que enfrentamos. Tecnologias extremamente inovadoras, como a IA, têm o potencial de revolucionar indústrias, conservar a biodiversidade, e otimizar a gestão de resíduos. Ao otimizar processos e promover práticas sustentáveis, a tecnologia pode desempenhar um papel fundamental na mitigação das mudanças climáticas e na proteção do nosso planeta.

Da Amazónia à China, passando por Portugal, foram muitos os excelentes exemplos apresentados e com enormes impactos. No entanto, a Cimeira expôs a necessidade de acelerar, estamos atrasados e falta mais investimento e ação, a tecnologia existe, é necessário implementá-la em larga escala para colher os efetivos frutos. É também crucial ressaltar que a colaboração entre organizações, governos, empresas e a sociedade em geral é importantíssima para atingirmos as metas climáticas e ambientais.

A existência de eventos como o Digital with Purpose abre espaço ao debate e conversa sobre estas temáticas, mas é necessário mais, para que os próximos passos sejam dados por quem tem o poder de fazer a diferença.





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