Era capaz de comer insetos?

Um estudo da Food and Agriculture Organization das Nações Unidas (FAO) diz que a população humana deve subir para 9 mil milhões de pessoas até 2050. Como consequência, haverá uma pressão acrescida nos ecossistemas devido à necessidade de se aumentar a produção de comida para alimentar todas estas pessoas.

Uma das soluções passa por recorrer aos insetos comestíveis, que contêm proteína de alta qualidade, vitaminas e aminoácidos. Por outro lado, os insetos têm uma alta taxa de conversão de alimentos. Os grilos, por exemplo, precisam de seis vezes menos ração do que o gado, quatro vezes menos que as ovelhas e duas vezes menos que os porcos e galinhas para produzir a mesma quantidade de proteína. Outra vantagem é o facto de emitirem menos amónia e menos gases com efeito de estufa.

Mas a questão é: seria capaz de comer insetos?

Apesar de a resposta a esta questão ser provavelmente um não rotundo, a verdade é que os insetos fazem parte da dieta de muitos povos espalhados pelo planeta. É, portanto, uma questão de hábito e também cultural. E como a União Europeia aprovou novas regras no início de 2018 que abrem as portas ao uso de insetos na alimentação humana, é provável que este seja um tópico cada vez mais comum por cá.

 

Espécies de insetos comestíveis

A FAO diz que existem mais de 1900 espécies de insetos que são consumidas em todo o mundo. Os mais comuns são os escaravelhos, as lagartas e abelhas, vespas e formigas. Logo atrás vêm os gafanhotos, grilos, cigarras, térmitas, libelinhas e moscas.

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