Escalada de ensaios nucleares na Coreia do Norte faz protestos internacionais subirem de tom

O Conselho de Segurança da ONU, a Agência Internacional de Energia Atómica e a União Europeia são algumas das entidades que vieram a público condenar a Coreia do Norte pelos repetidos ensaios nucleares que tem realizado à revelia das constantes advertências da comunidade internacional. A última explosão, ocorrida esta semana, provocou um terramoto de magnitude 5 na escala de Richter.

Ocorrido perto da base de testes nucleares de Punggye-ri, o cenário de quatro ensaios nucleares anteriores, o sismo, registado pelo serviço meteorológico sul-coreano, assim como pelo Centro Sismológico da Europa, Serviço Geológico dos Estados Unidos e Agência Meteorológica Japonesa, levantou suspeitas imediatas. Mas hoje mesmo, dia em que celebra o seu 68º aniversário como país, a Coreia do Norte veio a público confirmar, através da sua televisão oficial, que tinha realizado com sucesso o seu quinto teste nuclear.

A confirmação do ensaio nuclear surge depois de Seul ter dito que este foi o teste mais potente alguma vez feito por Pyongyang. Fonte militar citada pela agência de notícias Yonhap afirmou que se tratou do ensaio “mais poderoso realizado até à data”. Presume-se que a explosão terá sido causada por cerca de 10 quilotoneladas.

Yukiya Amano, director da Agência Internacional de Energia Atómica em comunicado afirmou que tal comportamento evidencia um “desrespeito total de repetidos pedidos da comunidade internacional”, sendo como tal “um acto bastante preocupante e lamentável”. Por seu turno a chefe da diplomacia da EU, Federica Mogherini, classificou como “uma grave ameaça” o novo ensaio nuclear da Coreia do Norte e  Barack Obama informou ter “consultado” por telefone o seu homólogo sul-coreano, Geun-Hye, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, no sentido de  trabalhar com o Conselho de Segurança das Nações Unidas, com os outros seis parceiros e com a comunidade internacional “para pôr em prática as medidas disponíveis e impostas nas resoluções prévias e para adicionar passos mais significativos, o que inclui novas sanções”. O presidente dos EUA frisou que planeia contar com a China, principal aliada da Coreia do Norte, para impor este novo pacote de sanções. Por seu lado a China já condenou publicamente a escalada nuclear de Pyongyang.

Desde 2006, ano em que a Coreia do Norte fez o seu primeiro ensaio nuclear, o Conselho de Segurança da ONU já aplicou cinco pacotes de sanções a Pyongyang.

Foto: AP

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