Escolas aderem a mergulho virtual pela biodiversidade dos oceanos

Dezenas de escolas em todo o país vão participar na segunda-feira numa iniciativa de educação ambiental que reúne cerca de 1.300 pessoas num mergulho virtual pela biodiversidade dos oceanos, anunciou hoje a organização.

A primeira sessão do ‘Kids Dive 2021’ é dirigida a crianças e jovens entre os oito e os 17 anos e realiza-se em formato 3D, uma experiência que será proporcionada através de máscaras de realidade virtual 360º construídas em cartão reciclado e oferecidas a cada aluno.

Informação divulgada sobre a iniciativa refere que será “um mergulho no oceano, guiado por cientistas e comunicadores de ciência nacionais e internacionais”.

Uma das intervenções estará a cargo de Paul Rose, líder das expedições ‘Pristine Seas’ da National Geographic, mas todos os oradores irão abordar questões de conservação do oceano, da biodiversidade e dos habitats, a nível nacional e global.

O ‘Kids Dive’ é um projeto criado em 2018, com o objetivo de alertar para a urgência de proteger o meio marinho e a biodiversidade, com uma componente 100% prática, que este ano, devido aos constrangimentos da pandemia, teve de ser convertida para formato digital.

Os principais lemas continuam a ser: “aprender fazendo” e “conhecer para preservar”.

O projeto inclui mais dois dias de experiências: Uma saída de campo ao vivo através do Instagram, em que os alunos poderão interagir em direto com biólogos que vão estar em zonas marinhas a mostrar curiosidades científicas e histórias particulares da flora e fauna costeira em Portugal e um terceiro dia, em que poderão fazer uma visita virtual ao Oceanário de Lisboa e ao Jardim Zoológico de Lisboa.

O ‘Kids Dive’ foi criado pelo MARE-ISPA e é cofinanciado pelo Fundo Azul (Ministério do Mar) e envolve seis instituições de ensino superior portuguesas empenhadas em promover a “literacia do Oceano”.

Além do Oceanário de Lisboa/Fundação Oceano Azul e Jardim Zoológico de Lisboa, o projeto tem como parceiros o National Geographic Summit, a associação ambientalista ZERO (Associação Sistema Terrestre Sustentável) e as câmaras municipais de Cascais, de Sintra e de Viana do Castelo.

Conta também com o apoio do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e da Associação Portuguesa do Lixo Marinho (APLM).

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