Estudo: 30 anos é tempo suficiente para recuperar os ecossistemas marinhos

A destruição dos oceanos e da vida marinha é um problema atual que procura ser combatido de diversas maneiras, de forma a que a sua recuperação e conversação proporcionem um futuro melhor para as próximas gerações, e para o planeta.

Um artigo publicado na Revista científica Nature, revela que pondo em prática um plano, que inclui a mitigação das alterações climáticas previsto no Acordo de Paris, pode recuperar os ecossistemas marinhos até 2050. Ainda assim, os cientistas garantem que não chega apenas proteger o que se encontra em bom estado, é preciso recuperar outras populações de espécies e de habitats mais vulneráveis, reduzir a poluição e fiscalizar a pesca.

Segundo o estudo, o custo de proteção de metade dos oceanos pode chegar a 20 biliões de dólares por ano, mas tratá igualmente inúmeros benefícios a longo prazo. Os investigadores garantem que a vida marinha tem uma forte resiliência, como já foi verificado após aplicação de algumas normas em todo o mundo. Um bom exemplo são espécies como a Baleia-jubarte, que esteve à beira de extinção e que se estima ter hoje em dia uma população de 40 mil.

Carlos Duarte, principal autor do artigo, defende “Temos muitas oportunidades para poder oferecer um oceano saudável à geração dos nossos netos, e temos o conhecimento e as ferramentas para isso. Não aceitar este desafio – e condenar os nossos netos a um oceano destruído, incapaz de sustentar meios de subsistência de qualidade – não é uma opção”.

Pode consultar o artigo aqui.

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