Estudo: maioria dos biocombustíveis são mais nefastos ao ambiente que o petróleo

O controverso debate sobre a sustentabilidade dos biocombustíveis chegou hoje a um novo nível, com a publicação de um estudo que afirma que a maioria destes combustíveis verdes são mais prejudiciais ao ambiente que o próprio petróleo.

Segundo o estudo da empresa suíça Empa – que realça, ainda assim, que os biocombustíveis podem ser sustentáveis, caso tenham certas condições e tecnologias – a grande maioria dos biocombustíveis fazem pior ao ambiente que os combustíveis fósseis.

Os biocombustíveis produzidos a partir de culturas em terras desflorestadas, por exemplo, produzem mais gases com efeito de estufa que o petróleo, segundo o estudo Harmonisation and extension of the bioenergy inventories and assessment.

Este foi o ponto mais alarmante do estudo e concluiu que se uma terreno for utilizada pela primeira vez para cultura de biocombustíveis, as culturas alimentares e área de animais terão de ser recolocados noutro terreno, o que origina uma desflorestação.

Ainda que os biocombustíveis tenham pegadas carbónicas mais pequenas que os combustíveis fósseis, afirma o estudo, eles produzem outros tipos de poluição ambiental, incluindo a acidez do solo e um nível muito elevado de fertilizantes encontrado nos lagos e rios.

Por outro lado, o biogás produzido a partir de resíduos e restos de materiais são sólidos na redução das emissões, tendo metade do impacto ambiental da gasolina, assim como os biocombustíveis de etanol. Ou seja, os biocombustíveis têm tudo para ser bem sucedidos, mas precisam de novas tecnologias.

O estudo foi conduzido em parceria com o Institute Agroscope Reckenholz-Tanikon (ART) e o Paul Scherrer Institute (PSI) e é uma actualização de um relatório iniciado em 2007.

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