Estudo: Transição das pescas para a sustentabilidade tem de acontecer já

Na conferência “O Valor dos Oceanos”, que decorreu na Fundação Gulbenkian, foi divulgado um estudo que aconselha a transição das pescas portuguesas para a sustentabilidade através da redução progressiva do arrasto.

Realizado no âmbito da iniciativa Gulbenkian Oceanos, este estudo sugere medidas transitórias para mitigar os efeitos do arrasto, “o segmento que menos pessoas emprega, menos pesca e menos valor produz e o único cujo valor diminuiu nos últimos dez anos”.

Comparando a pesca de arrasto de fundo à destruição das florestas tropicais pela devastação que causa nos habitats, no documento agora divulgado pela Gulbenkian refere-se que “algumas áreas no Algarve são arrastadas até cinco vezes por ano” e que “até 70% das capturas do arrasto são devolvidas ao mar”, incluindo espécies vulneráveis.

Defendendo uma reformulação do modelo das pescarias, de modo a “pescar menos peixe mais com maior qualidade e de forma menos prejudicial para o ambiente e o erário público”, este trabalho propõe a melhoria da selectividade do arrasto através do aumento da malhagem das redes e trazendo para terra todas as capturas de forma a aferir a totalidade do desperdício. Lê-se ainda no documento que os apoios públicos a este modelo de pesca devem ser reduzidos e direccionados para formas de pesca mais sustentáveis e protecção dos habitats afectados pelo arrasto.

Foto: via Creative Commons 

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