EUA: Biblioteca do Congresso quer destruir CD em prol da ciência

A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos está a pedir aos norte-americanos que doem os CD obsoletos que têm em suas casas. O objectivo não é investigar os dados que os dispositivos contêm nem utilizá-los para fins artísticos, mas sim para propósitos de investigação científica.

No essencial, a biblioteca quer destruir os CD (discos compactos) para os perceber melhor. A investigação está a ser conduzida pelo Center for Analytical Science Samples, que se ocupa de “testes destrutivos” para determinar os melhores métodos de preservação para os vários acervos da biblioteca, incluindo os CDs. Segundo Fenella France, directora de Testes e Conservação da Biblioteca, o laboratório está a realizar uma série de testes de forma a compreender melhor o processo de envelhecimento dos CD.

“Estamos a tentar perceber, em termos de colecções, que tipo de CD estão em maior risco”, explicou France, citada pelo Consequence of Sound. “O problema é que os diferentes produtores têm diferentes fórmulas para o fabrico dos objectos, daí que seja difícil perceber como é que os objectos envelhecem porque os produtores foram modificando a composição dos objectos ao longo do tempo e as suas propriedades de informação”. “Todos os formatos modernos não foram concebidos para durarem muito tempo. Foram desenvolvidos para a produção em massa”.

E como é que são destruídos estes CD? Não é com tacos de basebol nem com martelos, certamente. Está a ser utilizada uma máquina de envelhecimento acelerado que cria condições extremas de calor e de humidade. Alguns dos CD expostos a estas condições acabam por oxidar e perder os dados.

Mais do que perceber as formas de conservação dos CD, a unidade de investigação está também a estudar as formas como as pessoas tratam os CD. Por exemplo, deve-se sempre pegar num CD pela abertura do meio. E se escreveu no topo de um CD gravado, para saber ao que correspondem os dados, prepare-se, porque o mais provável é que esse CD fique estragado em pouco tempo.

“As pessoas estão normalmente mais preocupadas com os riscos na parte inferior do CD. Contudo, é possível danificar muito mais um CD quando se escreve na parte superior porque a tinta é absorvida e danifica a camada metálica reflectora”, explica a investigadora.

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