A subida estimada de vendas de carros eléctricos está a colocar pressão no mercado das baterias, liderado pela Ásia e EUA. Neste negócio de milhões a Europa prepara-se para enfrentar a concorrência, impulsionada pela Comissão Europeia.

Na Europa as marcas estão alinhadas. O anúncio de novos modelos eléctricos sucedem-se com cada vez mais pompa e circunstância. A aposta na mobilidade eléctrica já é uma realidade, mas neste novo mundo há um eixo que no velho continente não se está a desenvolver ao mesmo ritmo: o do negócio das baterias eléctricas, liderado pela Ásia e EUA.

Maros Sefcovic, vice-presidente da CE e responsável pela área da energia assumiu publicamente a iniciativa, convocando uma espécie de conclave empresarial para discutir as grandes opções estratégicas para a Europa neste sector.

O objectivo de Sefcovic é recuperar o tempo perdido, pois segundo uma estimativa da Goldman Sachs, a procura de baterias de iões de lítio que fazem andar os novos veículos pode valer qualquer coisa como 34 mil milhões de euros.

Um estudo do grupo suíço UBS sustenta que daqui a cinco anos as vendas de carros eléctricos irão ultrapassar as dos veículos movidos a diesel.

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