O número de cães da raça husky abandonados nos EUA tem crescido nos últimos anos e os responsáveis pelos canis locais acreditam que a culpa é do sucesso da série televisiva “Guerra dos Tronos”.

Segundo uma reportagem publicada recentemente pelo “San Francisco Chronicle“, o número de animais recebidos por dois canis daquela cidade norte-americana duplicou nos últimos três anos. A relação com série é justificada pelo facto de os nomes registados nos microships destes animais serem os mesmos dos lobos – Lady, Ghost, Nymeria, Grey Wind e Summer – da família Starks, protagonista da série.

“Isto está a tornar-se num grande problema”, disse ao jornal Angelique Miller, presidente da Northern California Sled Dog Rescue, um dos canis-abrigo para animais citados na reportagem. “As pessoas assistem a esses programas e acham que é muito cool ter animais assim em casa. Mas, na verdade, nem conseguem distinguir a diferença entre um husky e um lobo porque nas feiras de adopção perguntam-nos com frequência se os cães são lobos. Apenas seguem uma moda porque acham que são fofos”. Sem a mínima noção da responsabilidade que implica tomar conta de um animal como um husky, portanto.

Esta tendência também tem vindo a verificar-se no Reino Unido, com o jornal britânico “The Independent” a divulgar que ONGs locais queixam-se que os canis estão cheios de jovens huskies abandonados. “O aumento de abandonos chegou aos 700%, três anos após a estreia da série”.

Segundo Angelique Miller, três anos é o tempo médio que os donos levam para se dar conta de que o pequeno cachorro se tornou num animal de grande porte, exigindo mais cuidados, atenção e gastos maiores do que os inicialmente previstos.

Nesta mesma reportagem, os funcionários dos canis recordam que fenómeno semelhante já aconteceu no passado com a raça dálmata, a propósito do sucesso dos “101 Dálmatas”, e também com os próprios huskies devido à saga “Crepúsculo”, em que um de seus personagens era um lobisomem e transformava-se num lobo. A diferença é que a “Guerra dos Tronos” já está no ar há seis anos, estreou agora a sétima temporada e promete continuar. Pelo que o número de cães afectados também é maior…

Foto: Creative Commons

 

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