Uma imagem impressionante de um fungo de poros alaranjados (Favolaschia calocera), que destaca as potenciais ameaças que a espécie invasora pode representar para os ecossistemas australianos, ganhou o terceiro concurso de fotografia da BMC Ecology and Evolution, avança a Universidade de Macquarie em comunicado divulgado no site “Scimex”.
Segundo a mesma fonte, o concurso, que vai já na terceira edição, “mostra a maravilha do mundo natural – tanto do passado como do presente – e celebra aqueles que trabalham para o compreender”.
A fotografia vencedora retrata corpos de frutificação cor de laranja brilhantes que crescem em madeira morta na floresta tropical australiana e foi tirada por Cornelia Sattler da Universidade de Macquarie, na Austrália.
O fungo do poro laranja foi observado pela primeira vez em Madagáscar, mas encontra-se agora em todo o mundo.
Investigações anteriores referiram que as espécies invasoras, como o coelho europeu, o fungo responsável pelo apodrecimento das raízes e os porcos selvagens, ameaçam 82% das espécies australianas em risco de extinção. Por conseguinte, a Austrália “tem regras particularmente rigorosas sobre a entrada de plantas, animais e matéria orgânica no país”.
“Apesar da sua aparência inocente e bonita, o fungo de poros cor de laranja é uma espécie invasora que desloca outros fungos e está a espalhar-se pela floresta tropical australiana. É importante monitorizar de perto este fungo, cujos esporos são frequentemente transportados por seres humanos, a fim de salvaguardar a biodiversidade da Austrália”, afirmou Cornelia Sattler.
Já Luke Jacobus, membro sénior do Conselho Editorial, sublinhou que “esta fotografia capta a essência do estudo ecológico. Apresenta imagens nítidas e uma boa narrativa e convida-nos a ser curiosos sobre o nosso mundo dinâmico.”
Para além da imagem vencedora, o júri também selecionou os vencedores e os segundos classificados em quatro categorias: Investigação em ação, Proteção do nosso planeta, Plantas e fungos e Paleoecologia. Todas as imagens estão disponíveis no site de imprensa da Springer Nature.









