Fundos europeus estão a ser usados para exterminar o rato preto das Berlengas

O projecto LIFE+Berlengas, que beneficia de fundos europeus para a sua implementação, estará a exterminar o rato preto das Berlengas. Segundo o PAN (Pessoas-Animais-Natureza), este acto é um “crime ambiental contra estes mamíferos”, que tem implicações directas no equilíbrio do ecossistema das ilhas. O arquipélago das Berlengas, recorde-se, é classificado como Reserva Natural da Biosfera pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura –, mas também Reserva Natural e Reserva Biogenética do Conselho da Europa.

“O uso de fundos Europeus para esta campanha demonstra um erro grave na gestão destes recursos financeiros e que implica directamente o equilíbrio do frágil ecossistema das Berlengas”, alerta André Silva, porta-voz do PAN, apelando à assinatura da petição que está a decorrer online contra o extermínio desta espécie.

Segundo o PAN, o “extermínio” não é uma medida ecologicamente sustentável. “Nem ética”, continua. “O uso de veneno é expressamente proibido a nível comunitário ao abrigo da Diretiva 79/409/CE e, ao nível nacional, ao abrigo do Decreto-lei nº 140/99 de 24 de Abril e da Lei de Bases Gerais da Caça”, continua o partido.

Todas estas informações podem ser encontradas e no Programa Antídoto Portugal, plataforma de estudo e recolha de informação contra o uso de venenos.

Em comunicado, o PAN explica que já pediu esclarecimentos à Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), à Câmara Municipal de Peniche e ao Centro de Estudos de Geografia e Planeamento Regional.

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