Fusão: China com novo recorde de 100 milhões de graus Celsius

Na China, um reator de fusão nuclear experimental excedeu uma temperatura de 100 milhões de graus Celsius, uma temperatura seis vezes mais elevada que a do Sol. É um passo importante na direção da fusão nuclear, uma tecnologia que promete fornecer energia limpa e praticamente ilimitada.

A fusão nuclear funciona de forma semelhante ao processo que alimenta o nosso Sol: temperaturas muito elevadas, de cerca de 15 milhões de graus Celcius, juntamente com o enorme poder gravitacional da nossa estrela, aproximam os átomos de tal forma que se acaba por ultrapassar a força repelente natural dos mesmos, fundindo-os. Isto liberta enormes quantidades de energia.

Na Terra, os cientistas têm de usar outros truques para fundir os átomos, dado que não temos como produzir o poder gravitacional do Sol. Assim, usam ímanes poderosos para imitar o processo de fusão que ocorre no Sol, um processo difícil e que tem sido investigado nos últimos 50 anos pelo menos. Têm sido experimentadas diferentes formas de tecnologia para conseguir um reator de fusão que produza mais energia do que a que consome. O modelo Chinês recorre a campos magnéticos para manter o plasma – gás tão quente que as suas propriedades físicas se alteram para plasma – em movimento, o que lhes permite atingir temperaturas muito elevadas.

Apesar de ser mais um passo positivo no sentido de construir um reator de fusão funcional, ainda estamos longe de o conseguir. Não deixa de ser positivo, contudo. Se os cientistas conseguirem domar a tecnologia, no futuro teremos uma forma de produzir energia praticamente limpa, dado que ao contrário dos tradicionais reatores nucleares, em que se recorre à fissão dos átomos não é produzido desperdício nuclear perigoso.

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