GEOTA: “Prémios Guarda-Rios 2021” já abriu votações

A segunda edição do Prémio Guarda-Rios já abriu as votações, e você pode decidir quem merece ser distinguido por promover a sustentabilidade dos ecossistemas ribeirinhos. Após 112 nomeações, o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), organizador da iniciativa, selecionou 10 nomeados: cinco para a categoria de boas-práticas e outras cinco para a categoria de más-práticas.

O Prémio Guarda-Rios é uma iniciativa que visa alertar para aquelas que têm sido as práticas positivas (Guarda-Rios boas-práticas) e negativas (Guarda-Rios de luto) nos rios portugueses, premiando tanto comportamentos e ações que contribuem para a preservação dos rios, bem como assinalando as entidades que devem melhorar o seu papel na promoção desta temática e, consequentemente, na de um país mais sustentável.

Os cinco nomeados ao prémio Guarda-Rios boas práticas são, a Câmara Municipal de Loures com o projeto SEEH20 “um novo olhar sobre o uso da água”, que apresenta uma visão estratégica na gestão do recurso da água; a EcoSalix, uma empresa composta por uma equipa multidisciplinar que aposta na concretização projetos de engenharia natural; o Movimento Viver o Ave, cuja missão é proteger e preservar a bacia hidrográfica do Rio Ave; o Projeto Lousada Guarda Rios, que tem como objetivos a conservação e monitorização do estado ecológico dos espaços fluviais do concelho de Lousada; e o Projeto Peixe Nativos, que tem como principal objetivo monitorizar espécies ameaçadas de peixes de água doce.

Já para o prémio Guarda-Rios de Luto, está nomeada a Agência Portuguesa do Ambiente, que se considera que desempenha um papel insuficiente naquelas que deveriam ser as suas responsabilidades de fiscalização e salvaguarda dos recursos hídricos; a Associação de Beneficiários do Mira, apontados como responsáveis pela redução do caudal da água emitido pela Barragem de Santa Clara; a Câmara Municipal de Coimbra, que tem sido alvo de contestação devido às ações de desmatamento realizadas na área entre o Rebolim e a ponte da Portela; a FabriOleo, que tem sido alvo de diversas polémicas devido a processos de contraordenação ambiental por descargas ilegais de poluentes para a ribeira da Boa Água; e o Ministério do Ambiente e da Ação Climática, que responsabilizam por um conjunto de más decisões, como a aprovação da construção de grandes barragens hidroelétricas, que prejudicam de forma transversal o ambiente.

As votações podem ser feitas através do seguinte formulário, até ao dia 9 de agosto. Os vencedores serão anunciados no dia 23 de agosto. O GEOTA vai atribuir o prémio ao primeiro classificado de cada categoria e uma Menção Honrosa para o segundo lugar, durante a Gala Guarda-Rios, a realizar no Dia Nacional da Água, a 1 de outubro.

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