Golfe: US Open joga-se em relva altamente tolerante à seca

A 115ª edição do Open norte-americano de golfe, o US Open, arrancou ontem com uma grande novidade ao nível da sustentabilidade. Pela primeira vez, a competição irá jogar-se no campo de Chambers Bay, Washington, um local com um grande foco na sustentabilidade e que utiliza muito menos água que outros dos campos de golfe do país – normalmente, a relva precisa de muita água para ficar perfeita.

Para começar, os veículos estão proibidos de entrar em Chambers Bay. Isso permitiu à equipa de manutenção plantar a variedade de relva festuca fina, que é altamente tolerante à seca e precisa de muito menos água para se manter perfeita do que a maioria dos campos de golfe tradicionais.

Segundo o Edie, a USGA (Associação de Golfe dos Estados Unidos) quer que este campo seja um exemplo da viragem do desporto para a sustentabilidade, o que implica fugir dos campos que precisam de muita água.

Chambers Bay tem outras características verdes: um sistema de drenagem com lagos de retenção de sendimentos, bacias de filtragem e do solo que retiram a poluição e sedimentos da superfície da água que escoa.

“Acreditamos que, a longo prazo, a água será o maior obstáculo de um jogo de golfe. Não é uma questão de custos, mas de a termos ou não”, explicou ao Washington Post o director-executivo da USGA, Mike Davis.

Outros países com grande tradição no desporto, como o Reino Unido, estão já a preparar a sua viragem para a sustentabilidade, avança o Edie. Os jogadores, porém, não têm reagido bem. “A qualidade dos green é extremamente pobre”, disse ontem à Sky News, sobreo o US Open, Colin Montgomerie. A mudança de mentalidades, está visto, passa também pelos jogadores.

Foto: SD Dirk / Creative Commons

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