Todos os anos, como parte da infame caça japonesa aos golfinhos, milhares de animais são encurralados na baía de Taiji Hatajiri, conhecida como “a enseada”. Alguns dos golfinhos são mortos e outros, nomeadamente os mais novos, são capturados vivos e vendidos a aquários e oceanários de todo o mundo.
Dada a controvérsia desta prática, o destino dos animais que acabam no Museu da Baleia de Taiji é um segredo bem guardado. Contudo, pequenas fugas de informação começam a permitir perceber mais sobre a vida destes animais.
Segundo um relatório da Australia for Dolphins, uma associação não-governamental que luta contra a caça de golfinhos e pequenas baleias, o museu soltou recentemente duas fêmeas de golfinho na enseada. Contudo, os animais estão longe de poder nadar livremente e voltar para alto mar.
Os dois animais foram provavelmente separados das suas crias naquele mesmo local e são agora forçados a viver como atracções turísticas, para os visitantes que invadem o local nos dias mais quentes do Verão, escreve o Dodo.
Impedidos de regressar ao oceano por redes estrategicamente colocadas, os golfinhos enfrentam interacções extenuantes com os humanos, sendo tratados como uma espécie de brinquedos para crianças e adultos.









