Greenpeace alerta que as emissões de gases da criação de gado são maiores que as causadas pelos carros na UE

A União Europeia tem várias metas traçadas para atingir a neutralidade carbónica em 2050, tal como limitar o aquecimento global a 1,5ºC. Contudo, a Greenpeace afirma que sem uma redução do número de animais na pecuária, isso não será possível.

Um novo relatório da Organização revela que 17% das emissões totais da União Europeia provêm da criação de gado, e que as emissões do setor pecuário aumentaram 6% entre os anos de 2007 e 2018, o equivalente a 39 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).

Conforme se pode ler no estudo, por ano, estes animais emitem 502 milhões de toneladas de CO2, e se juntarmos as emissões indiretas provenientes do uso da terra, da desflorestação, e da produção de ração, os números sobem para cerca de 704 milhões de toneladas de CO2. Os carros na União Europeia emitem anualmente cerca de 656 milhões de toneladas de CO2 por ano.

Assim, a Greenpeace reforça que para é essencial reduzir a criação de animais, exemplificando:

  • A redução de 50% na criação de animais economiza o equivalente a 250 milhões de toneladas de CO2  – a quantidade de emissões de todos os setores dos onze países da UE com menor número de emissões;
  • A redução de 75% economiza o equivalente a 376 milhões de toneladas de CO2 – as emissões combinadas de todos os processos industriais na UE e no Reino Unido (manufatura, ferro e aço, celulose e papel, produtos químicos e minerais).

Em simultâneo, a ONG destaca que uma mudança no setor da pecuária, com melhores práticas, além de ser beneficiável para o clima e para as florestas, ajuda a prevenir novas pandemias.

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