Greenpeace: supermercados podem reduzir 50% dos resíduos plásticos

A poluição causada pelo plástico é um problema cada vez mais recorrente nos nossos dias, e por vezes, parece difícil evitá-lo quando vamos às compras, no entanto, não é impossível. Ter escolhas mais conscientes nas compras, perceber que tipo de surpermercados estão a fazer realmente a diferença nos seus estabelecimentos, e optar por produtos cujas embalagens tenham o mínimo (ou até nulo) plástico possível, são algumas medidas que contribuem para uma mudança.

O mais recente relatório da Greenpeace avaliou a quantidade de plástico presente nos supermercados do Reino Unido, avaliando as embalagens e distinguindo os produtos por categorias. Os especialistas concluíram que em 5 anos, focando-se em 54 categorias de alimentos e respetivas embalagens, poderiam diminuir para metade a sua pegada de carbono.

A análise focou-se em 13 produtos do dia a dia, como frutas, vegetais, refrigerantes, detergentes e produtos de banho, com base no peso, nos componentes e nas unidades de venda, e concluiu que ao trocar as suas embalagens, os supermercados conseguiam retirar do mercado 45 mil milhões de plástico, mais de 300 mil toneladas. Destacam ainda que, apenas 5 desses 13 produtos, contribuem com 247 mil toneladas de embalagens de plástico por ano (água, refrigerantes, leite, vegetais e fruta).

Hugh Fearnley-Whittingstall, Chef e escritor de culinária inglês, afirma “Os nossos supermercados venderam-nos 114 mil milhões de embalagens de plástico descartável no ano passado”, e embora seja algo difícil de visualizar, acrescenta que “nem tudo caberia no Estádio de Wembley”.

A Greenpeace apela que os supermercados reduzam o plástico desnecessário dos seus produtos, e que o Governo tome medidas relativamente a estes estabelecimentos, nomeadamente através de descontos fiscais para produtores que utilizem embalagens reutilizáveis e sistemas de reutilização. “Deixe nas prateleiras os produtos embalados com plástico em excesso, compre produtos não embalados sempre que os vir e mude para as lojas e supermercados que estão a fazer mudanças reais que o ajudam a comprar com menos plástico. Precisamos de fazer com que os supermercados compitam para reduzir o plástico.”

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