Greve Climática Estudantil: Centenas saem às ruas para exigir um futuro melhor e “denunciar os projetos suicidas do Governo”



Mais de duas centenas de pessoas juntaram-se, esta sexta-feira, à Greve Climática Estudantil para “condenar a inação política” e “exigir o futuro a que temos direito”. O coletivo acusa o Governo português de seguir “projetos suicidas, assentes numa economia fóssil que põe o lucro à frente das pessoas”.

Os organizadores do protesto adiantam que a marcha iniciou-se na Praça José Fontana, em Lisboa, e que seguiu depois para o Liceu Camões, onde esperava galvanizar os estudantes dessa instituição. Contudo, relatam que foram proibidos de entrar na escola pela polícia presente no local. Ainda assim, vários alunos terão saído para engrossar as fileiras manifestantes.

A multidão chegou depois ao Ministério da Economia, ao qual apontam a responsabilidade pelo “colapso climático e civilizacional” e que descrevem como sendo “o centro das operações petrolíferas”.

Os manifestantes climáticos exigem a demissão do ministro António Costa Silva, considerando que “não podem estar barões do Fóssil no Governo em plena crise climática”. A crítica assenta no histórico profissional do governante na indústria dos combustíveis fósseis, tendo sido presidente da Comissão Executiva da petrolífera Partex entre 2004 e 2021.

Costa Silva, de acordo com o site do Governo, “iniciou a sua carreira profissional em 1980, na Sonangol” e “foi diretor de Engenharia de Reservatórios e de Produção no Beicip-Franlab, ramo empresarial do Instituto Francês de Petróleos” entre 2001 e 2003.

“É Licenciado em Engenharia de Minas pelo Instituto Superior Técnico, Mestre em Engenharia de Petróleos pelo Imperial College (Universidade de Londres), e Doutor em Engenharia de Reservatórios Petrolíferos pelo Instituto Superior Técnico e pelo Imperial College”, aponta a mesma fonte.

A organização do protesto afirma que a marcha “foi bloqueada pela polícia, que travou a chegada da manifestação até à porta do Ministério [da Economia]”. “Vive-se em democracia, mas não se pode manifestar em frente aos ministérios, reafirmando-se assim uma verdade incontestável: a polícia protegerá sempre os interesses políticos vigentes, interesses incompatíveis com a crise climática”, denunciam.

Os estudantes prometem mais ações até ao final do ano, sendo que adiantam que no dia 7 de novembro ocuparão “os seus espaços escolares pelo fim aos combustíveis fósseis”.



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