Gronelândia: EUA querem benefícios em troca de segurança da ilha

“As negociações sobre a Gronelândia ainda estão muito no início. Temos trabalhado bastante nisso nas últimas semanas, mas é muito simples: a Gronelândia é muito importante para a segurança nacional dos Estados Unidos (EUA)”, afirmou o vice-presidente norte-americano.

Green Savers com Lusa

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, defendeu hoje que as negociações sobre o futuro da Gronelândia, que se vão prolongar “nos próximos meses”, deverão definir “os benefícios” que Washington receberá em troca da garantia de segurança da ilha ártica.

“As negociações sobre a Gronelândia ainda estão muito no início. Temos trabalhado bastante nisso nas últimas semanas, mas é muito simples: a Gronelândia é muito importante para a segurança nacional dos Estados Unidos (EUA)”, afirmou o vice-presidente norte-americano em declarações feitas na Arménia, onde está a concluir uma visita oficial, seguindo depois para o Azerbaijão.

Vance adiantou que as negociações sobre o futuro da ilha ártica deverão continuar “nos próximos meses” e que Washington vai exigir benefícios em troca da proteção que oferece ao território autónomo da Dinamarca.

“Penso que alguns dos nossos aliados investiram pouco na segurança do Ártico. E se vamos investir na segurança do Ártico e assumir a responsabilidade de proteger esta vasta extensão de terra, acho razoável que os EUA recebam algum benefício em troca”, afirmou.

Este será, aliás, o “ponto crucial das negociações”, observou JD Vance.

A Dinamarca deixou claras as suas linhas vermelhas nas negociações com os Estados Unidos relativamente ao território do Ártico e considera que as conversações como um indício de que é possível um acordo com Washington que respeite a sua integridade territorial.

“Considero isto um sinal de que é possível encontrar uma solução que respeite as nossas linhas vermelhas”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, durante uma viagem à capital da Gronelândia, Nuuk.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem defendido que o controlo da Gronelândia é essencial para a segurança do seu país, acusando a Dinamarca e os países europeus de não protegerem adequadamente o território das ambições da Rússia e da China.

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