Há um novo sensor que pode vir a solucionar os incêndios florestais



Numa época em que os efeitos das alterações climáticas são cada vez mais sentidos, especialmente no que toca aos incêndios florestais, já que provocam condições propícias ao seu desenvolvimento, é essencial procurar soluções para prevenir e combater estes fenómenos.

A startup Dryad Networks decidiu criar o Sensor Silvanet Wildfire, um sensor que funciona através da energia solar e que deteta incêndios florestais durante a sua fase inicial, nos primeiros 60 minutos, num raio de 100 metros. Com 19 centímetros de comprimento e 136 gramas, o sensor é colocado na copa das árvores e como não usa baterias funciona entre 10 a 15 anos sem manutenção. Além de detetar os incêndios e dar um alerta, este aparelho dá informações sobre o microclima, a temperatura, a humidade e a pressão do ar.

O Sensor Silvanet Wildfire funciona através de inteligência artificial integrada e de tecnologia LoRAWAN.

“A nossa missão é reduzir o tempo de reação aos incêndios florestais, monitorizar a vitalidade e o crescimento da floresta e de outros ecossistemas vitais, ajudando a proteger e a restaurar os nossos recursos naturais vitais.”, descreve a startup.

Segundo a Dryad Networks, a ferramenta está a ser avaliada em várias regiões da Europa, da Ásia e dos Estados Unidos. Prevê-se que os primeiros lançamentos sejam feitos ainda este ano, cerca de 10.000 unidades, e que sejam fabricadas 230.000 unidades em 2023.

Esta semana o projeto alcançou uma nova conquista: conseguiram detetar um reacendimento em Nuremberg, na Alemanha. Depois de vários testes, um sensor foi deixado na floresta para continuar a fazer monitorização, e sem que fosse possível prever, este deu sinal. A equipa alertou rapidamente os bombeiros que conseguiram extinguir logo o incêndio.



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