Impressão 3D trás nova esperança para os recifes de coral



O restauro de corais pode tornar-se mais fácil e rápido com o uso da impressão 3D. Conforme a tecnologia amadurece, esta pode ser usada para criar estruturas de suporte para o crescimento de corais de maneira rápida e confiável.

Os recifes de coral em todo o mundo estão a sofrer com o aquecimento dos oceanos e o aumento da poluição. Os esforços de restauração de recifes empregam blocos de concreto ou estruturas de metal como substratos para o crescimento de corais. A restauração resultante é lenta porque os corais depositam o seu esqueleto carbonático a uma taxa de apenas milímetros por ano.

Uma equipa internacional de investigadores está a utilizar a impressão 3D para acelerar o processo. “Os microfragmentos de coral crescem mais rapidamente nas nossas superfícies impressas ou moldadas de carbonato de cálcio que criamos para eles crescerem porque não precisam construir uma estrutura de calcário por baixo”, afirmou Hamed Albalawi, um dos principais autores do estudo. Em essência, a ideia é fornecer aos corais uma vantagem inicial para que o recife possa recuperar mais rapidamente.

A ideia em si não é nova. Os investigadores testaram várias abordagens para imprimir estruturas de suporte de corais. No entanto, a maioria dos esforços tem usado materiais sintéticos, embora haja trabalho para usar materiais híbridos. A equipa desenvolveu e testou uma nova abordagem chamada 3D CoraPrint, que usa uma tinta de carbonato de cálcio foto-iniciada (CCP) ecológica e sustentável que esta equipa também desenvolveu. Testes em aquários mostraram que o CCP não é tóxico, embora os investigadores estejam a planear testes de longo prazo.

Ao contrário das abordagens existentes, que dependem da colonização passiva da estrutura de suporte impressa, a 3D CoraPrint envolve anexar microfragmentos de coral ao esqueleto impresso para iniciar o processo de colonização. Este processo também incorpora dois métodos de impressão diferentes, os quais começam com um modelo digitalizado de um esqueleto de coral. No primeiro método, o modelo é impresso e a impressão é usada para fundir um molde de silicone. A estrutura final é produzida preenchendo o molde com tinta CCP. No segundo método, a estrutura de suporte é impressa diretamente com a tinta CCP.

As duas abordagens oferecem vantagens complementares. Criar um molde significa que a estrutura pode ser fácil e rapidamente reproduzida, mas o processo de cura limita o tamanho do molde. A impressão direta é mais lenta e com resolução mais baixa, mas permite a personalização individual e a criação de estruturas maiores.



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