Uma nova investigação na revista Medical and Veterinary Entomology revela que, quando os rinocerontes são encontrados sem vida depois de terem sido abatidos ilegalmente por caçadores furtivos, a análise dos insetos no corpo em decomposição ajuda a estimar o tempo decorrido desde a morte.
Esta informação tem sido usada por investigadores e funcionários para construir casos contra suspeitos de terem cometido o crime.
O estudo incluiu 19 rinocerontes que foram ilegalmente mortos e descornados na República da África do Sul entre 2014 e 2021. Os cientistas coletaram 74 amostras de evidências de insetos desses restos mortais de rinocerontes, a partir das quais uma estimativa precisa de sua hora de morte foi calculada. Os espécimes incluíam 18 espécies de 12 famílias pertencentes a três ordens de insetos.
“Isto tem implicações tanto na ciência da entomologia forense como na da vida selvagem forense, e destaca especialmente as oportunidades para melhorar a compreensão global dos procedimentos relacionados com os casos de crimes contra a vida selvagem”, diz o autor co-correspondente Ian R. Dadour, PhD, da Source Certain e da Universidade Murdoch, na Austrália.
“Nos últimos 30 anos, os resultados desta nova atividade, combinados com equipas de guardas-florestais e rastreio por satélite, conduziram a uma recuperação das populações de rinocerontes”, conclui.









