Invenção permite aos cidadãos controlarem a poluição com papagaio de papel

Dois estudantes da Universidade de Carnegie Mellon poderão ter inaugurado a ciência-cidadã: um papagaio de papel com sensores que monitorizam a qualidade do ar.

Green Savers

Dois estudantes da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, desenvolveram um papagaio de papel que monitoriza a qualidade do ar nas cidades – e não só. A invenção combina tecnologia, ambiente e a tradição de lançar os papagaios e promete revolucionar a militância ambiental dos cidadãos.

Este papagaio de Deren Guler e Xiaowei Wang está equipado com sensores de qualidade de ar, que permitem, de uma forma fácil, monitorizar a qualidade do ar em qualquer lado.

No final de Agosto, estes dois designers organizaram vários workshops em Pequim, capital da China, incentivando os participantes a construir e utilizar estes papagaios com matérias simples e tecnologia open source. Depois, estes mesmos cidadãos podem monitorizar o ar e ver os respectivos dados em LEDs – ou gravá-los em cartões de memória.

Os LEDs dos papagaios são programados para indicar a qualidade do ar em quatro cores diferentes: verde significa a “melhor” qualidade do ar – e cor-de-rosa a pior. Os dados são depois mapeados interactivamente, em tempo real, utilizando a geolocalização.

“A principal meta é a ciência-cidadã. Estamos a tentar interagir com as pessoas nas ruas, para ver o que elas tentam fazer com a informação que lhes chega. Não é a forma mais minunciosa de obter dados, mas queremos manter este projecto, recolher os dados e trabalhar numa actualização no projecto quando voltarmos [a Pequim]”, explicou ao Treehugger Deren Guler.

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