Investigadora inglesa trata claustrofóbicos ao mantê-los 15 minutos num armário

Uma investigadora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, acredita que a melhor forma de ultrapassar fobias é confrontar-se com os seus medos. Em algumas experiências controladas, Andrea Reinecke manteve pessoas com claustrofobia em armários para as ajudar a lidar com ataques de pânico e problemas de ansiedade.

O método dura uma única sessão e é conhecido como terapia comportamental cognitiva. A investigadora acredita que, ao prender um claustrofóbico num armário durante 15 minutos, ele libertar-se-á imediatamente da fobia.

Ainda de acordo com o seu estudo, publicado no jornal Biological Psychiatry, um terço dos pacientes foram curados após um dia de tratamento. Durante esta sessão, Reinecke ajudou os pacientes a identificar os pensamentos negativos e encorajou-os a trabalhar numa forma de olhar para o futuro de forma mais positiva.

Agora, Reinecke diz que este método poderá ajudar pessoas com outras fobias, como aracnofobia, a ultrapassarem os seus medos. Por outro lado, esta técnica poderá ser usada em vez de drogas para pacientes que sofram de problemas mentais.

Segundo a imprensa britânica, Reineck vai receber €290.000 para investigar como este método poderá levar pessoas a ultrapassarem outras fobias. Um exemplo: alguém com aracnofobia poderá passar meia hora a olhar para aranhas.

E o caro leitor, tem alguma fobia? Acha que este novo método pode ajudá-lo a ultrapassá-la?

Foto: Felix Huth / Creative Commons

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