Limpeza recorde: navio retira 103 toneladas de lixo do Oceano

O navio do Instituto Ocean Voyages bateu o recorde do ano passado. Depois de uma expedição de 48 dias, 103 toneladas de redes de pesca e materiais de plástico foram retirados da Grande Ilha de Lixo do Pacífico – o maior amontoado de lixo flutuante no mundo e também o mais conhecido. Situa-se entre o Havai e a Califórnia.

Além do plástico, o navio recolheu ainda muitos animais mortos e esqueletos de outros que estavam envolvidos pelo lixo, em especial por redes de pesca abandonadas no mar. “Não existe uma solução rápida e simples para a quantidade de lixo nos Oceanos. São necessários longos períodos no mar, para que seja possível realizar ações de limpeza como esta”, explicou à imprensa internacional Locky MacLean, ex-diretor da Sea Shepherd, ONG que atua na proteção da vida marinha.

Todos os anos são deitados oito milhões de toneladas de plástico para o Oceano, pelo que o problema do lixo marinho ganha cada vez mais destaque. São conhecidas as ilhas de lixo, como a do Pacífico, que são formadas pelas correntes circulares que se formam em determinadas zonas do oceano. O plástico quando vai para o alto mar, com o tempo, devido às diferenças de temperatura e aos raios uv, vai-se desgastando e transforma-se em partículas – microplásticos e nanoplásticos.

Sendo que 70% da Terra é coberta por água, a conservação dos oceanos é de extrema importância para todas as espécies do planeta. A União Europeia tem vindo a reforçar medidas relativamente aos plásticos, mas com o atual surto de coronavírus os especialistas estão reticentes quanto ao futuro.

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