Acontece hoje ao inicio da manhã mais uma campanha “Mariscar sem Lixo”, no estuário do Sado. Organizada pela associação Ocean Alive, a iniciativa quer alertar quem anda na apanha do marisco que é urgente preservar a biodiversidade local, provocado pelo lixo, na maioria plástico, deixado para trás depois de um dia de pesca.

Com o apoio da Fundação Azul, voluntários irão percorrer o areal do estuário do sado recolhendo o plástico deixado ao abandono. Em sexta-feira santa, a afluência de mariscadores ao estuário do Sado é tão grande que num só dia chegam a estar +1000 mariscadores no estuário. “Este é por isso um dos momentos chave para sensibilizar os mariscadores para não deixarem no mar as embalagens de plástico de sal que usam para mariscar o lingueirão”, explica a Ocean Alive em comunicado.

Criada há dois anos, a iniciativa “Mariscar sem Lixo” tem números de sucesso para mostrar: em dois anos foram retirados do estuário do Sado quarenta e uma mil embalagens de sal e 36 toneladas de lixo. Só em 2017, 67 voluntários recolheram 73 sacos com resíduos (32 encaminhados para reciclagem) e 2078 embalagens de sal.

Parte tão ou mais importante desta iniciativa é a intervenção junto dos mariscadores. Mostrar que o plástico tem um impacto extremamente negativo na biodiversidade local é o grande desafio. “Em Portugal há muitas pessoas que apanham marisco, nomeadamente ligueirão, e fazem-no espirrando sal para os orifícios onde estão os mariscos e depois a embalagem de sal é muitas vezes abandonada no local e mais tarde é levada pelas marés. Contribuindo para a poluição no mar”, explica Tiago Piita e Cunha, presidente da Fundação Oceano Azul à TSF.

Uma notável iniciativa ambiental para acompanhar aqui.