Metro de Lisboa atinge neutralidade carbónica nas suas operações



O Metropolitano de Lisboa atingiu a neutralidade carbónica das suas operações, concretizando um dos grandes objetivos de desenvolvimento sustentável da empresa e reforçando a contribuição do Metro para a descarbonização da economia e melhoria da mobilidade sustentável na Área Metropolitana de Lisboa, informou em comunicado.

Segundo a mesma fonte, o cumprimento desta meta foi assinalado hoje, com mais uma iniciativa de plantação de árvores em Leiria, que contou com a presença da Administração do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, da Quercus e de outras entidades da especialidade.

“Este objetivo foi alcançado com a compensação das emissões diretas de gases com efeito de estufa (GEE) emitidas por via dos consumos de gás natural, combustíveis líquidos e fugas de gases fluorados através de ação de reflorestação realizada na Mata Nacional de Leiria em colaboração com a Quercus em março de 2022 e pela inexistência de emissões indiretas de GEE provenientes do fornecimento de energia elétrica exclusivamente por fontes renováveis pela empresa Acciona a partir de maio de 2022”, explica o comunicado.

No dia 1 de março de 2023 foram repostas as árvores da ação de florestação de 2022, que não tinham sobrevivido, “garantindo-se, desta forma, a manutenção dos níveis de sequestro de carbono”.

As emissões das operações do Metropolitano de Lisboa (âmbito 1 e 2) foram validadas pela Quercus que confirmou que os valores de emissões diretas de GEE são inferiores ao sequestro de carbono obtido pela ação de reflorestação.

O Metro “reforça assim o compromisso com a descarbonização da economia e a melhoria da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa”. Por outro lado, a concretização do objetivo do Metro em atingir a neutralidade carbónica nas suas operações “contribui para os objetivos definidos pela Câmara de Lisboa de atingir a neutralidade carbónica da cidade em 2030 e a ambição do Ministério do Ambiente e da Ação Climática de antecipar as metas de neutralidade carbónica nacionais definidas para 2050”.

Vitor Domingues dos Santos, Presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa, salienta que se trata de “um marco de especial relevância. A promoção contínua da sustentabilidade e a necessidade imperiosa da descarbonização da economia têm vindo a nortear a nossa atuação. Foi com este propósito que temos vindo a adotar medidas de eficiência energética e de economia circular, reduzindo consumos de recursos naturais e minimizando as emissões carbónicas das nossas operações”.

De sublinhar que o Metropolitano de Lisboa integra na sua estratégia, quatro dos ODS da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU, onde se inclui o ODS 13 – Ação Climática que se reveste de especial importância para o meio ambiente, já que reclama a necessidade de adotar medidas urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos no planeta.

Nesse âmbito, no início de 2020, o Metropolitano de Lisboa lançou o PISA – Plano Integrado de Sustentabilidade Ambiental 2030, “consolidando a sua ativa contribuição para a descarbonização do Planeta através da concretização das 15 ações listadas no site desta empresa”.

A nível internacional, ao aderir à Declaração da UITP, “Um Planeta, Um Plano”, o Metropolitano de Lisboa integra, um grupo de mais de 40 organizações de transporte público de 23 países que assumiram o compromisso de reduzir os gases de efeito estufa em 45% na próxima década e alcançar emissões zero de CO2 até 2050

No âmbito do serviço público de transporte que Metropolitano de Lisboa “presta aos seus clientes, a empresa tem vindo a implementar uma série de outras medidas e projetos que visam a redução progressiva dos consumos energia, bem como uma gestão racional desses mesmos recursos, sendo publicamente reconhecido como agente promotor de sustentabilidade ambiental”, conclui.

 





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