Moçambique: área cultivada aumenta 47% em dez anos

A área cultivada em Moçambique no ano agrícola 2009-2010 ocupou 5.5 milhões de hectares, um aumento de 47% em relação à década anterior, segundo dados do censo agrícola e de pecuária do Instituto Nacional de Estatística de Moçambique (INE).

De acordo com João Loureiro, o presidente do INE, existem hoje em Moçambique 3.824.585 fazendas, mais 25% que no primeiro censo agrícola. Destas, 99,6% cobrem menos de 10 hectares – e 72% menos de dois hectares.

Assim, 57% da área cultivada é ocupada por alimentos básicos, como o arroz, sorgo, milho, amendoim e feijão. Segundo o INE, a mandioca não é considerada uma “cultura alimentar básica”, por isso não aparece neste registo, apesar de ser cultivada em mais de um milhão de hectares.

O número de gado também aumentou, dos 722.189 animais para os 1,277 milhões. Há 205.612 fazendas com gado, cada uma tem uma média de 6,2 cabeças de gado.

A pesquisa do INE mostrou que para 42,2% das famílias rurais os campos não produzem o suficiente para as suas necessidades alimentares. Este número subiu para 65,7% na província de Gaza, sul do país, e para 51,9% em Inhambane, ambas no sul. Estas são as duas províncias com uma longa história de migração de trabalhadores para as minas da África do Sul.

Finalmente, 51,3% das famílias que tiveram escassez de alimentos culparam a falta de chuva para a quebra de safra, mas 9,1% disseram que passavam fome porque não têm terras suficientes para cultivar.

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