Movimento cívico quer voltar a reactivar a tara recuperável das garrafas em Portugal

Após vários anos a participar em acções voluntárias de recolha de lixo e tentativas de sensibilização para a importância da reciclagem, Daniel Gomes concluiu que era necessário tomar uma acção de fundo que mudasse os comportamentos da população.

Durante uma visita à Alemanha, em 2011, este investigador da Universidade de Lisboa verificou que a maioria das embalagens de bebidas tinha tara recuperável, o que resultava em ruas limpas. Ao voltar para Portugal, Daniel Gomes começou a reparar no lixo espalhado pelas cidades e praias nacionais, concluindo que a maioria das embalagens era de bebida. Foi assim que concluiu que se as embalagens tivessem valor monetário não seriam atiradas para o chão.

Em Maio de 2012, este activista escreveu o primeiro esboço do manifesto Tara Recuperável e publicou-o na internet. Daí resultou também o movimento cívico Tara Recuperável. Como o próprio nome indica, um dos objectivos deste movimento, que já conta com centenas de apoiantes, é reactivar a existência de taras para as embalagens de vidro, mas também estender a existência de taras recuperáveis a embalagens de outros materiais, como o plástico e o metal.

No passado, a maioria das embalagens de vidro usadas em Portugal tinha tara recuperável, existindo uma rede de recuperação do valor das taras, recolha e reciclagem do vidro à escala nacional. Provavelmente, o leitor lembrar-se-á de ir a um café e pedir uma bebida, que vinha em garrafa de vidro, e ter de a consumir no estabelecimento, já que a embalagem era de tara recuperável.

De acordo com o movimento Tara Recuperável, existem 23 países com leis de tara, sendo que 12 deles são europeus. O movimento indica ainda que “o facto de o modelo proposto já ter sido praticado no passado e vigorar actualmente noutros países, faz com que a tara recuperável possa ser implementada de forma rápida e eficaz”.

Veja algumas fotos de uma recente limpeza de praia – no Baleal – publicadas no Facebook da Tara Recuperável.

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Foto: Snemann / Creative Commons

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