Niepoort: a empresa vinícola que aposta numa agricultura de respeito pela natureza (com VÍDEO)

Não se trata de agricultura biológica, mas de um tipo de agricultura que se preocupa em devolver aquilo que colhe da terra. É a agricultura biodinâmica e o Economia Verde foi conhecê-la melhor.

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Nas encostas da Régua existe uma quinta que se dedica à produção de vinho de uma forma especial, apostando em técnicas agrícolas não convencionais. Este espaço é a Quinta de Nápoles, um dos vários terrenos da Niepoort, uma empresa familiar com origem neerlandesa que se dedica à produção de vinhos.

A Niepoort foi fundada em 1842 por Franciscus Nierpoort e é agora gerida pela quinta geração de descendentes, encabeçada por Dirk Niepoort. Há vários anos que esta empresa vinícola pratica agricultura biológica mas recentemente decidiu apostar num outro tipo de agricultura, a biodinâmica, que está já implementada em algumas das propriedades espalhadas pelo país, como é o caso da Quinta de Nápoles, que está a dar os primeiros passos com esta metodologia.

“Não é uma receita técnica, não é um equipamento, nem uma maneira matemática de resolver problemas. É mais uma questão de atitude”, explica Dirk Niepoort ao Economia Verde. “Há um respeito base pelo planeta e a ideia de que aquilo que tiramos à terra deve devolvido de uma outra maneira”, afirma o produtor.

A agricultura biodinâmica é um tipo de produção agrícola concebida no início do século XX pelo alemão Rudolf Steiner e é encarada pelos seus praticantes mais como uma atitude para com a natureza do que como um método agrícola. A agricultura biodinâmica é então caracterizada por uma integração de todos os elementos ambientais agrícolas numa atitude de respeito pela natureza.

Os métodos biodinâmicos têm vários pontos em comum com a agricultura biológica mas com a preocupação adicional de dar algo em troca à natureza. Tal como a agricultura biológica, não são utilizados fertilizantes químicos nem pesticidas. No caso da Quinta de Nápoles aposta-se num composto de fertilização, à base de palha e de excrementos de vaca, que é depositado em camadas e regado frequentemente, para que seis meses depois possa servir de alimento às videiras e à terra que as suporta. “Esquecemo-nos dos custos dos males que fazemos à terra. Extraímos sem lhe devolver nada”, conta Dirk Niepoort.

Conheça melhor a Niepoort e os seus métodos de produção vinícola no episódio 315 do Economia Verde.

Foto: FabienLaine / Creative Commons

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