O Ministério do Petróleo e Energia norueguês anunciou, esta semana, que vai abrir a licitação de um número recorde de blocos para exploração de petróleo, sendo 93 no Mar de Barrents e nove no Mar da Noruega. Isto apesar dos pedidos da Agência Ambiental da Noruega para que fossem removidos cerca de 20 blocos próximos à Ilha do Urso, um importante local de nidificação de aves no Ártico. A notícia foi divulgada esta semana pelas agências AFP e Reuters.

“A abertura de novos pontos de exploração suporta a actividade de longo prazo, a criação de valor e de emprego na indústria do petróleo em todo o país”, disse Terje Søviknes, ministro do Petróleo e Energia em comunicado. O prazo para inscrição na 24ª ronda de licitação vai até 30 de Novembro, e o objectivo é anunciar os vencedores no primeiro semestre de 2018, disse o ministério.

Mas a localização de dezenas destes blocos está contra o conselho de agências governamentais, como o Departamento para o Ambiente, a Direcção das Pescas e do Instituto Polar Norueguês, todos eles preocupados com a sua proximidade ao gelo ou o efeito dos tiros sísmicos nas reservas de peixes.

A última licitação de petróleo do país recebeu fortes críticas de ambientalistas, que disseram que o principal produtor de petróleo e gás da Europa Ocidental estava ignorando o acordo climático de Paris em 2015.

“Isso é um ataque ao meio ambiente”, disse à Reuters o responsável pelo Greenpeace na Noruega, Truls Gulowsen. “É uma confirmação de que o governo norueguês não leva seus próprios compromissos climáticos a sério.”

Por sua vez, a organização que representa a indústria de petróleo, Norsk olje og Gass, saudou o anúncio do governo, dizendo que traria “grande valor à sociedade norueguesa”.

Foto: Creative Commons

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